Venda de dados roubados pelos cybercriminosos e lojas virtuais temporárias é preocupante
Nos últimos 10 anos a atuação dos criadores de vírus mudou bastante e hoje o foco é o roubo de informações bancárias e de cartões de crédito dos usuários de computador a partir da contaminação através de todas as ameaças de vírus, worms, trojans, rootkits, phishings, adware, spyware, bootnets, entre outros códigos maliciosos. Estima-se que o lucro dos criminosos é maior que aqueles obtidos com assaltos e roubos tradicionais. Na modalidade online não há riscos de confronto com as vítimas ou a política. E é esta uma grande vantagem das novas modalidades.
Agora, um novo tipo de crime está se espalhando a partir do mundo virtual: a venda de vírus para quem deseja obter dinheiro fácil sem precisar pegar em armas de fogo, mas não sabe como desenvolver um código malicioso. A Nodes Tecnologia, que representa a Avira no Brasil, tem percebido que vários sites têm comercializado todo tipo de praga virtual a preços módicos (1 ou 2 dólares, por exemplo).
Os métodos de vendas também variam muito e podem ser através de web site (como modelo de comércio eletrônico), salas de bate-papo, até o envio de CDs pelos serviços postais com o pagamento na retirada, por exemplo. Há também casos de venda de máquinas de clonagem de cartões. Trata-se de uma nova indústria do crime cybernéticoâ€, define o diretor da Nodes Tecnologia, Eduardo Lopes.
Este é um cenário altamente preocupante e fazemos um alerta: os usuários devem ter cuidado ao acessar páginas com conteúdo altamente atraente, tais como jogos, sexo, software supostamente gratuitos e até mesmo cópias de softwares famosos, oferecido a preços que podem chegar a quase 90% menos que o praticado regularmente pelos fabricantes. Algumas lojas de produtos eletrônicos também podem ser falsas. O usuário deve desconfiar sempre quando os preços praticados estão muito abaixo da média. Mesmo que a loja aceite cartão de crédito, que dá uma impressão de legalidade, é possível que o dono dela tenha obtido a autorização de funcionamento a partir de documentos falsoâ€, adverte o executivo.
Para Lopes, esta nova indústria funciona como outra qualquer. As táticas podem ser diferentes, porque não podem fazer anúncio na televisão, mas usam – e muito bem – os recursos que a Internet oferece. A concorrência também está presente neste mundo do crime e promoções também são vistas regularmente. A lei da oferta e da procura também está presente: quem quer entrar no mundo do crime virtual pode preferir pagar mais por um código mais eficiente que outro, oferecido em sites menos atrativo para eles. Há casos de test-drive, tipo, o candidato a cyber criminoso pode experimentar uma praga por um peíodo, mesmo que seja apenas para que ele possa ver as funcionalidades do código. Nenhum bandido da mole para os novatos. Bandido é sempre bandidoâ€, sentencia Lopes.








