Com a desoneração da folha, empregos cresceram 17,5% e salários aumentaram 39,8%, em 5 anos

Com a desoneração da folha, empregos cresceram 17,5% e salários aumentaram 39,8%, em 5 anos

A desoneração da folha de pagamento das empresas foi responsável pelo aumento de 17,5% dos postos de trabalho e de 39,8% nos valores dos salários entre 2017 e 2022, de acordo com a Federação Nacional de Call Center, Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e de Informática (Feninfra), com base em 17 setores contemplados com a medida.

“A desoneração está sendo fundamental para manter empresas, empregos e ampliar a remuneração dos trabalhadores. A suspensão da medida pode causar efeitos desastrosos na economia brasileira. Por isso, vamos conversar este ano com o Governo Federal e o Congresso para que ela seja prorrogada”, afirma a presidente da Feninfra, Vivien Mello Suruagy.

De acordo com os dados divulgados, os setores onerados tiveram aumento de 12,9% nos empregos e de 11% na remuneração entre 2017 e 2022. Os reonerados – com medidas de desoneração revertidas – registraram ampliação de 7,5% e de 10,5% nos mesmos quesitos, durante o período. “Estes números mostram o tamanho do problema econômico que ocorre quando essa medida é revertida”, ressalta a presidente Vivien Suruagy.

A prorrogação da desoneração aprovada pelo Congresso e sancionada pelo Governo Federal no final de 2021 vale para 2022 e 2023. Dessa forma, deverá ser debatida este ano. “Vamos conversar com o Executivo e o Legislativo para que não ocorra um retrocesso. Aliás, já expusemos a situação ao Grupo de Transição em novembro último”, destaca a dirigente.

A desoneração da folha é um mecanismo que permite, no âmbito dos setores beneficiados, a opção de pagar alíquotas relativas à contribuição previdenciária de 1% a 4,5% sobre a receita bruta, em vez de 20% sobre a folha de salários. “As empresas puderam planejar-se, o que foi ótimo para o ambiente de negócios. No caso específico das telecomunicações, estamos em processo de implantação da tecnologia 5G e a desoneração foi fundamental para as companhias do setor investirem nesta tecnologia e criarem empregos”, assinala a presidente da Feninfra.

“O ideal é que possamos abrir uma discussão para que a desoneração seja prorrogada por um período mais longo ou seja permanente. A medida pode ser incluída, inclusive, numa proposta de reforma tributária”, finaliza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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