Gestor de marketplace é profissão em alta para os próximos anos

Gestor de marketplace é profissão em alta para os próximos anos

Com o setor de e-commerce mantendo-se aquecido nos últimos anos, a cada dia há uma variedade maior de produtos anunciados em marketplaces em vez de sites de vendas. Isso porque o modelo proporciona vantagens ao vendedor – como maior exposição e segurança na transação. E é aí que entra um profissional que ainda não é tão conhecido: o gestor de marketplace.

Mas, antes de falar do gestor, vale explicar, para quem não sabe, o que é um marketplace. Trata-se de uma plataforma online que conecta vendedores e consumidores, reunindo lojistas, prestadores de serviços e potenciais clientes. “Fazendo um paralelo com o varejo físico, é um shopping virtual, em que cada comerciante tem sua loja alocada em um estabelecimento maior- o marketplace”, resume Rodrigo Garcia, diretor executivo da Petina Soluções em Negócios Digitais – startup de performance de marketplaces nacionais e internacionais.

De acordo com pesquisa recente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, o faturamento do e-commerce brasileiro em 2022 foi de R$169 bilhões – R$18 bilhões a mais em comparação com o ano anterior, um crescimento de quase 11%.

Nesse contexto, os marketplaces desempenharam um papel fundamental, aumentando a quantidade e a variedade de produtos, além de marcas englobadas e garantindo a reputação dos produtos que anunciam. “Muita gente não sabe que existe marketplace e compra no Magalu, por exemplo, achando que é quem vai entregar. A credibilidade que a bandeira passa ajuda na conversão. Mesmo que o consumidor conheça como funciona um marketplace, ao saber que há uma grande empresa por trás, sente-se mais seguro para comprar”, avalia o executivo da Petina.

Alta procura

Mas afinal quem faz toda a gestão das etapas e processos que envolvem uma venda nessa modalidade? O gestor de marketplace, figura ainda não tão conhecida, mas fundamental para o sucesso de negócios como o Mercado Livre, Magalu e outros marketplaces brasileiros.

“O gestor de marketplace é responsável por todas as etapas do processo de venda, desde as ações de marketing, a efetivação da compra, a logística de entrega e o recebimento do valor da venda. É uma função que sem dúvida envolve desafios, mas que é cada vez mais procurada e valorizada pelo mercado. O salário desse profissional varia, em média, de R$ 7.000 a R$ 11.000”, pontua Garcia.

Garcia listou 4 funções do gestor de marketplace, considerada “profissão do futuro”:

Logística

A logística de entrega é um dos “calcanhares de Aquiles” do e-commerce em geral, e é uma questão com a qual o gestor tem que lidar. “A entrega é um ponto de atenção, principalmente no caso dos produtos grandes.  Mas o marketplace garante ao vendedor um valor de frete mais competitivo e uma entrega mais ágil. Ao informar a nota fiscal da venda, é liberada uma etiqueta para a postagem do produto nos Correios ou em um ponto de envio do canal”, explica o especialista.

Os marketplaces, cada vez mais, vendem experiência, e , com isso, o prazo de postagem e envio está cada vez mais curto. “O Mercado Livre, por exemplo, exige que o produto seja postado e até 3 horas após a venda”, exemplifica Garcia.

Sendo assim, cabe ao gestor de marketplace garantir que todo esse processo logístico corra sem contratempos. “O vendedor busca o marketplace justamente pela facilidade no envio, por isso, cabe à bandeira, e ao profissional responsável, dar todo o suporte nesse sentido”, ressalta Garcia.

Setor de compras

Na visão do executivo, quando se trata de marketplace, saber comprar é tão importante quanto saber vender. E essa é uma atribuição do gestor de marketplace. “Se não souber comprar bem, não irá vender bem. E comprar bem não significa se guiar apenas por valor, e, sim, em que tipo de produto terá procura, relevância”, recomenda o especialista.

Para desempenhar bem esse papel, o profissional precisará estar sempre antenado com os últimos lançamentos e tendências, e de olho no novo “hit” do momento. “O gestor de marketplace precisa estar sempre muito bem informado, atento à concorrência, e ter agilidade e faro para identificar os produtos que têm potencial para alta margem de vendas”, avalia o executivo.

A grande vantagem do universo online, de acordo com Garcia, é que tudo é rastreável, hoje existem diversas ferramentas no mercado que indicam quais produtos são mais vendidos, os temas mais pesquisados, as regiões com mais vendas. Conhecer essas ferramentas ajuda bastante a definir o ‘mix’ de produtos, além de, é claro, lançar ofertas especiais para aproveitar as datas sazonais”, afirma.

Marketing

Sem um marketing eficiente, também é inviável ter um desempenho positivo de vendas via marketplace. “O gestor de marketplace também cuida dessa parte, e o primeiro passo é traçar uma boa estratégia de marketing, com todo o passo a passo e cronograma de ações que serão executadas”, orienta o especialista.

Uma boa estratégia de marketing só é possível com uma persona muito bem definida. “É preciso conhecer muito bem o cliente e saber o que ele procura, e que tipo de linguagem o agrada. Só assim será possível chamar a atenção e fidelizar cada vez mais aquele público”, afirma o executivo da Petina.

Recebimento do valor

O marketplace oferece muitas vantagens ao vendedor, e isso inclui as facilidades de recebimento. “As regras podem mudar, dependendo da plataforma de marketplace, mas o processo de pagamento é simples, pois os sistemas desenvolvidos oferecem muita automação”, explica o especialista.

Outro aspecto importante são as taxas de comissão. De forma geral, todos os marketplaces cobram um percentual sobre cada venda efetuada, “Esse modelo costuma ser muito vantajoso, principalmente para os sites de vendas de menor porte, pois em vez de ter que arcar com um alto investimento para estruturação, que provavelmente não dará o mesmo retorno financeiro do que o alcançado via marketplace, o comerciante desembolsa apenas um percentual daquilo que vender.

No entanto, é preciso ter em mente o impacto das comissões na margem de lucro. “Isso tudo precisa ser bem calculado pelo gestor de marketplace, para que seja vantajoso para todas as partes envolvidas. Dessa forma, evitam-se surpresas desagradáveis”, finaliza Garcia.

Crédito da foto: Canvas

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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