Mercado brasileiro de pizzaria cresce quase 500% nos últimos 10 anos

Com presença de 53%, pizzarias MEI são maioria no Brasil
O mercado brasileiro de pizzaria teve um crescimento de 499% nos últimos dez anos, segundo um estudo inédito realizado pela Apubra – Associação Pizzarias Unidas do Brasil, que levou em consideração uma amostragem de 70.839 empreendimentos. Desse total, 85% (60.410) registraram abertura entre 2012 e 2022.
Raio-x do segmento
A análise destaca o Sudeste como o maior representante do setor, visto que a região concentra 50% dos empreendimentos em operação. Em seguida, encontra-se o Nordeste (21%), Sul (15%), Centro-Oeste (09) e Norte (5).

Diante desse recorte do Sudeste, São Paulo é o estado que se posiciona em primeiro lugar, com 57% de pizzarias ativas, seguido pelo Rio de Janeiro (21%) e Minas Gerais (18%). A capital da pizza também está no estado líder, sendo a cidade de São Paulo, que se destaca por ter o maior número de comércios ativos, com 9% (6.657) das pizzarias do Brasil. Apesar disso, o levantamento indica que dentre os 83.315 estabelecimentos fechados nos últimos dez anos, o estado de SP encontra-se na segunda posição no ranking de registros de fechamento, apresentando um total de 27.273 estabelecimentos inativos ou irregulares.
Por sua vez, Norte e Nordeste estão em franco desenvolvimento ao representar as maiores regiões com acúmulos de crescimento, sendo eles de 1.339% no Pará e 1.151% em Alagoas, respectivamente. “Esses dois locais merecem uma atenção especial dos empreendedores que desejam investir nesse segmento e de fornecedores que pretendem potencializar os negócios. Já no estado de São Paulo, o setor deve ter em mente a importância de um bom planejamento estratégico e da busca constante por aprimoramento a fim de se destacar em meio a competidores estabelecidos”, diz Gustavo Cardamoni, presidente da Apubra.
O executivo também ressalta que ao comparar o número geral de fechamentos de pizzarias com o histórico dos associados de Apubra, é possível identificar a relevância que um suporte desses exerce em uma jornada empreendedora. “Enquanto no mercado houve 57% de pizzarias inativas ou irregulares, dentre os associados esse número não passou de 11%. Desta forma, reforçamos os benefícios de uma união do segmento no fortalecimento e consolidação dos negócios”, pontua Cardamoni.
Perfil das pizzarias

Quando se trata do tamanho dos estabelecimentos, as micro empresas saem à frente com 94% de adesão. Na prática, essa classificação que costuma operar com menos de dez colaboradores a partir de uma pequena quantidade de capital, também abrange o microempreendedor individual (MEI), sendo que 53% dos donos de pizzarias pertencem a esse grupo.
Outro índice relevante sobre as MEIs é que nos últimos três anos o número de aberturas (24.494) superou os fechamentos (14.146). “As condições de trabalho e as burocracias de operação desses profissionais são menos complexas, o que reflete na sobrevivência dos negócios”, explica o presidente.
Pandemia
Nos últimos três anos o número global de fechamentos superou as aberturas. Ao todo, o período contou com 34.598 de pizzarias abertas contra 44.606 encerradas ou irregulares, sendo que 25,67% delas fecharam as portas com menos de três anos de existência. “É válido pontuar que durante a pandemia foram registrados mais encerramentos de atividades. No entanto, os piores desempenhos estão nos anos de 2018 e 2015, respectivamente. Ou seja, esse cenário não é um reflexo dos efeitos da Covid-19, mas sim de um histórico que conseguimos evidenciar olhando para os últimos dez anos de aberturas e fechamentos de empresas”, revela o executivo.

A expansão das pizzarias que já estavam em operação também chamaram a atenção no estudo, visto que nesses últimos três anos foram abertas 676 filiais. “Essa performance foi impulsionada pelo crescimento das tendências de delivery e dark kitchen, que devem permanecer em alta ainda nos próximos anos”, afirma Cardamoni.








