Complexidade impacta a expansão de empresas estrangeiras no Brasil

Complexidade impacta a expansão de empresas estrangeiras no Brasil

Mesmo assim, País continua atraente para os negócios

Todo ano a TMF Group, provedora de serviços administrativos e de conformidade especializados para ajudar os clientes a investir e operar com segurança em todo o mundo, divulga seu relatório anual, o GBCI (Índice Global de Complexidade Corporativa), que analisa a complexidade de fazer negócios em diversos países. De acordo com o relatório divulgado em 2022, a América Latina foi classificada como a região mais complexa para se fazer negócios, sendo o Brasil classificado como a jurisdição mais complexa para empresas interessadas em investir no país.

Apesar do desafio para empresas que querem investir e expandir no Brasil, Mark Weil, CEO da TMF Group, explica que o país continua sendo atrativo para os negócios por uma série de fatores, incluindo seus recursos naturais e a grande população – que hoje é de quase 216 milhões. “O Brasil tem muito a seu favor, por isso é um destino de investimento muito importante, mesmo com um contexto político e econômico historicamente volátil.”, explica o CEO.

Esse cenário explica os desafios enfrentados pelas empresas quando pensam em expandir seus negócios para outros países. Segundo Weil, muitas vezes o desconhecimento do mercado local é o maior desafio enfrentado pelas empresas. “As leis trabalhistas diferem de país para país, por exemplo, e podem ser mais ou menos complexas. Se a empresa não tiver o conhecimento correto sobre essas leis, poderá cometer erros e ter problemas com a legislação local”, comenta Weil. “As empresas não podem assumir que o resto do mundo se pareça com o local onde elas já operam, porque, embora existam algumas áreas de padrões globais, em contabilidade há uma imensa variação local, e alguns países são fundamentalmente muito mais complexos de operar.”

Nesse sentido, o CEO explica que é muito importante tentar fazer com que os governos facilitem seus processos. “Trabalhamos para encorajar os governos, compartilhando o Índice de Complexidade (GBCI), dando-lhes feedback sobre o que os torna mais complexos, e educando e ajudando diversas empresas sobre como fazer negócios em outros países.”

Complexidade pode impactar a expansão de empresas estrangeiras no Brasil

As empresas que desejam expandir seus negócios internacionalmente também devem olhar para a digitalização, que já foi usada de várias maneiras no Brasil. Weil esclarece que, para muitas empresas que atuam globalmente, isso requer muita adaptação em processos para satisfazer as exigências locais. “Na TMF Group temos muitos clientes que já passaram por isso, então sabemos o que precisa ser feito. No entanto, a empresa precisa estar ciente de que, embora os processos sejam digitalizados, ela terá um trabalho significativo pela frente para fazer com que seus sistemas globais atendam aos requisitos brasileiros.”, conclui o CEO.

Por ser um grupo muito distinto e complexo, o conhecimento local é fundamental para o sucesso na hora de pensar em fazer negócios no Brasil. De acordo com a TMF Group, os dois principais desafios que as empresas enfrentam neste mercado estão relacionados ao sistema de governança e tributação (onde as autoridades federais, estaduais e municipais têm poder legislativo significativo, exigindo que as incorporadoras se registrem e prestem contas nos três níveis de governo) e também devido às frequentes alterações e reformas legislativas.

Entretanto, duas dicas podem ajudar essas empresas a superar esses desafios:

  1. Trabalhar de perto com outras funções internas, tais como impostos e tesouraria, jurídico, remuneração e benefícios, e receber aconselhamento e orientação de quaisquer fornecedores de sistemas e/ou prestadores de serviços. Pode ser uma falsa economia tentar personalizar seus próprios sistemas para acompanhar o volume de mudanças.
  2. A segunda é trazer pessoas que entendem das legislações e processos específicos no país. Pode ser um especialista interno ou um fornecedor local e experiente que compreenda a complexidade da jurisdição e tenha recursos e a capacidade de responder rapidamente às mudanças que acontecem localmente.

“Para as empresas que procuram investir na América do Sul, o Brasil continua sendo um dos principais destinos, com cerca de metade da população e da riqueza da região. Saber o que esperar e como operar em ambientes de negócios extremamente diferentes do país de origem da empresa é fundamental, e é por isso que ter um parceiro com conhecimento do território é um diferencial”, comenta Mark Weil.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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