Como evitar que os ambientes profissional e doméstico não se misturem dentro de uma empresa familiar
De pequenas firmas a grandes corporações, as empresas familiares representam uma importante e significativa parcela da economia mundial. Cerca de 40% das 500 maiores empresas listadas pela Revista Fortune são de propriedade ou controladas por famílias – um indicativo de que empresa familiar não é só sinônimo de problema. No Brasil, por serem em grande parte negócios de porte mais acanhado, a representatividade desse tipo de empresa na economia nacional ainda gera controvérsias entre os especialistas. A estimativa é de que englobem aproximadamente 75% das atividades gerenciais do País.
Entretanto, separar o que é um problema familiar de outro profissional por vezes não é simples. Como evitar que um ambiente afete o outro? Como gerenciar tudo isso? Para o especialista em gestão empresarial, Paulo Queija, é preciso, antes de tudo, definir os espaços. “Algumas famílias acabam estremecidas e relacionamentos são rompidos por esta mistura. Algumas vão á falência. Portanto, o que é da empresa deve se discutir na empresa, o que é da família só em casa”, alerta.
Queija, que também é diretor da MQS Consultoria e Treinamento Empresarial, lembra que o fracasso de uma empresa familiar pode derivar justamente dessa ausência de organização gerencial.
Outra situação corriqueira em pequenas empresas familiares é a atuação dos profissionais. “Quando o desempenho de um familiar não é o esperado ou fica problemático, ele acaba sendo mantido na empresa, justamente, por conta do grau de parentesco. Mas, aqui vai uma dica: se o administrador não puder ter independência nas ações por ter familiares na empresa, deve pensar bem antes de contratá-los. Essa ajudinha pode custar muito caro”, reforça o especialista.
Profissionalizar uma gestão familiar não é tarefa simples, envolve diretamente a inserção de práticas administrativas mais racionais e personificadas, a integração da equipe e, em especial, o formato de contratação, que deve deixar de privilegiar parentes. “Procurar uma consultoria externa que auxilie neste processo de mudança de gestão pode facilitar e até mesmo encurtar o caminho para a profissionalização do negócio, é um caminho”, conclui Queija.








