Especialistas destacam expectativas e ações que devem guiar empresas de saúde corporativa

Especialistas destacam expectativas e ações que devem guiar empresas de saúde corporativa

Necessidade de investir em saúde ocupacional e assistencial é o foco deste ano

Desde o início da pandemia do coronavírus em 2020, empresas tiveram que se adaptar e criar novos modelos de negócios, com auxílio de novas tecnologias, para manterem suas portas abertas. Embora a pandemia ainda não tenha acabado, é possível se esperar o melhor com o avanço das vacinações contra a Covid-19 e também a queda no número de infecções e mortes. Assim, um novo cenário começa a ser construído.

Neste ano, inovação continua sendo um grande foco, mas também a necessidade de aprimorar e investir em Saúde Ocupacional e Assistencial, de forma preventiva aos colaboradores e funcionários. É o que pensam os CEOs das startups 3778, HIHUB e dos hospitais A.C Camargo e Hcor, que separaram as cinco tendências de Saúde do Trabalho:

1 – Saúde Populacional 4.0

Para 2023, o papel do RH terá uma atuação mais proativa na gestão de colaboradores. Segundo Victor Piana Andrade, Médico e CEO do A.C. Camargo, as empresas “precisarão trazer o tema saúde para a agenda estratégica e não apenas a sinistralidade. Os responsáveis pela saúde nas empresas precisam se capacitar a gerir mais saúde, mais prevenção, mais coordenação de jornada, ligando estes dados à produtividade da empresa, para ganhar acesso a fóruns no C-level”.

Os CEOs também acreditam que será preciso navegar o colaborador por uma jornada completa de cuidado, começando desde a sua admissão, no seu primeiro contato com os serviços básicos de saúde ocupacional, até o fim da sua jornada na empresa. Para Guilherme Salgado, Médico e CEO da 3778, é preciso “cada vez mais levantar as necessidades de saúde dos colaboradores, utilizando dados e tecnologia, e direcionar de forma mais assertiva o paciente para um acompanhamento especializado, reduzindo gastos e burocracia”.

2 – Saúde mais híbrida e digital

Apesar da rápida digitalização que passamos por conta da pandemia, o uso da saúde digital vem caindo nos últimos meses em função da pós-pandemia e da diminuição dos impactos gerados pela doença. Assim, 2023 será um ano de grandes avanços nesta integração, a fim de encontrar o ponto de equilíbrio.

Um dos grandes desafios para as empresas é entender qual o melhor cenário para o ecossistema de saúde do seu profissional. Será preciso “fazer com que os ambulatórios corporativos atuem além das barreiras físicas da empresa, conectando os colaboradores pelo celular, estendendo os serviços para seus familiares, gerando economia, reduzindo absenteísmo e afastamento dos colaboradores, com o menor impacto possível para empresa e operadoras de saúde”, comenta Salgado.

“Em termos de área da saúde, a gente começa a ver muito investimento em saúde mental, oncologia, cardiologia, diabetes, ou seja, muitos investimentos voltados para as terapias digitais em saúde. Essas soluções digitais atuam como coadjuvantes em tratamentos convencionais ou como, de fato em alguns casos, a própria terapia digital sendo um pivô para fazer gestão da saúde, em todos os mercados”, completa Fernando Cembranelli, Médico e CEO da Health Innova HUB – HIHUB.

3 – Integração de Dados

Uma das maiores otimizações médicas que a tecnologia tem investido é a Integração de Dados dos pacientes e colaboradores com empresas e instituições de saúde. Esse investimento deve crescer ainda mais nos próximos meses. “As empresas vão ter que ampliar esses programas de forma mais assertiva e competente, em maior escala e definitivamente integrando as informações de saúde de todas as plataformas e prestadores por onde transitam as informações de cada colaborador. Assim, estas ações permitirão a predição de eventos mais graves de saúde e motivaram as ações de promoção e prevenção”, defende Fernando Torelly, Superintendente Corporativo do Hcor.

Com vários sistemas e organizações trabalhando os dados, até com auxílio de Inteligência Artificial, os atendimentos físicos, de saúde ou das empresas em geral, é possível mapear e acompanhar os processos clínicos do paciente.

4 – Saúde Mental

A identificação prévia e uma gestão eficiente de doenças psicológicas devem estar entre os principais indicadores estratégicos das empresas em 2023. Para Andrade, CEO da A.C. Camargo, “é preciso entender o indivíduo e seu contexto social – não só o período em que o colaborador está na empresa. A produtividade do profissional depende também do ambiente em que ele está inserido. Assim, precisamos ajudá-lo a se enxergar nesse cenário e oferecer trilhas de cuidados para melhorar sua condição”.

“É como um risco adicional que as empresas têm que tomar cuidado”, comenta Cembranelli, CEO da HIHUB. Para ele, a saúde mental do colaborador está totalmente integrada com a Medicina do Trabalho e ações que promovam a gestão de saúde do colaborador e que possam, de alguma forma, afetar sua rotina e produtividade. Cembranelli também reforça o momento, ainda que híbrido, exige uma adoção do RH e de gestores responsáveis por uma saúde populacional eficaz e digital.

5 – Sustentabilidade é Saúde

“Vimos surgir várias iniciativas digitais nos últimos anos, principalmente por conta da pandemia e dos avanços tecnológicos, mas poucas têm a visão de sustentabilidade. São poucas as empresas da área da saúde que estão se colocando neste cenário”, comenta Salgado, CEO da 3778. Para ele, o mercado de saúde não tem dinheiro para ser desperdiçado e, por isso, mostra-se ainda mais necessário que empresas olhem cada vez mais para a eficiência sustentável de suas operações.

“Gerar impacto, não é só juntar o físico com o digital, mas é preciso também integrar os serviços de saúde, transformando em benefício social para as empresas, colaboradores e a sociedade como um todo”, finaliza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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