Como lidar em casos de assédio na sua equipe?

Como lidar em casos de assédio na sua equipe?

O assédio no ambiente laboral aparece de várias maneiras.

O assédio moral caracteriza-se quando o agressor submete a vítima a situações degradantes, humilhantes e constrangedoras, em comportamentos como: gritar ou xingar, exigir tarefas impossíveis, obrigar o colaborador a trabalhar em ambiente inadequado, limitar acesso a recursos, espalhar boatos, etc.

O assédio sexual se manifesta por ofensas, palavras, gestos, insinuações e convites de caráter sexual e inapropriados, que pretendem levar a vítima a ter contato sexual com o agressor, com ameaça da perda de emprego ou posição na organização.

A Direção e a área de Recursos Humanos da organização têm um papel fundamental no cuidado dessas questões. Sendo responsáveis por seus trabalhadores, é imprescindível que esses departamentos criem, em primeiro lugar, uma cultura organizacional que previna o assédio e, em segundo, regras para manejo caso a irregularidade venha a ser identificada.

O papel da liderança

As lideranças na organização — gerentes, supervisores e pessoas com cargos mais estratégicos — devem ser os promotores dos valores da empresa e funcionar como pontos de referência para a resolução de problemas.

Por isso, esses atores são pontos de articulação e consolidadores da cultura organizacional. Deles, devem partir o exemplo e o suporte, quando o assunto é ética e integridade.

Nesse sentido, o trabalho preventivo do assédio no local do trabalho deve basear-se numa cultura de comunicação e feedback muito sólida, em que assuntos delicados são tratados de forma aberta e na qual o Código de Ética está sempre em pauta.

Tão importante quanto as instruções técnicas de trabalho são as instruções éticas, a forma que devem se dar as relações, os valores morais necessários à convivência e as tarefas cotidianas. Assim, pessoas em papel de liderança devem agir de forma ética e participar dos processos de capacitação e treinamento.

Quanto à abordagem corretiva, os líderes têm de estar preparados para acolher questões, queixas e mediar conflitos. E, quando necessário, orientar seus subordinados a recorrer aos instrumentos adequados para formalizarem uma denúncia.

Infelizmente, casos de assédio são frequentemente perpetrados por pessoas em posição hierárquica superior e, por isso, o Canal de Denúncias torna-se a solução mais efetiva (e agora obrigatória). Aliás, somente o canal terceirizado oferecerá a proteção necessária do colaborador e da organização.

Mas, antes de entendermos o papel do Canal de Denúncias, vamos tratar sobre o papel do RH no tratamento de casos de assédio.

O papel do RH

Sendo o setor de Recursos Humanos um aliado essencial para a sustentação do Compliance, normalmente é através dele que o planejamento estratégico contra o assédio no trabalho será posto em prática.

Em conjunto com as pessoas do Compliance, o RH contribui para a disseminação dos conceitos, sensibilização e divulgação dos valores e regras da organização, por meio de códigos e políticas, além das campanhas de comunicação e treinamentos.

Ter um protocolo devidamente comunicado significa dar aos seus colaboradores um caminho a seguir, caso eles sejam vítimas desse tipo de violência. Assim, é preciso definir rotinas sistêmicas sobre o que fazer, respeitando as particularidades de cada instituição, de acordo com sua forma de funcionamento, cultura, natureza, tamanho, entre outros fatores.

Os treinamentos e campanhas servirão para informar os funcionários, por exemplo, sobre o que é o assédio, quais são suas características e formas de manifestação e, portanto, o que deve ser reportado ou denunciado.

Educar e conscientizar desta maneira tornará alinhados os valores e expectativas entre empregadores e empregados — é traçar uma linha objetiva sobre o que é aceitável e inaceitável e manter uma conversa e negociação vivas acerca dessas questões.

Com isso, todos saberão o que esperar, o que devem e podem fazer e, principalmente, ficarão atentos ao que aparenta ser irregular e ao que é claramente uma má conduta.

Utilizando um Canal de Denúncias para combater o assédio no trabalho

Como ficou claro, idealmente a organização como um todo trabalha com diligência para combater irregularidades diversas, assédios e outras violências no trabalho.

A postura dos líderes e o trabalho do RH são fundamentais para levar a empresa a alcançar um grau de desenvolvimento que estabeleça um ambiente seguro e saudável para seus colaboradores.

Junto a este trabalho, o Canal de Denúncias aparece como uma ferramenta indispensável: por meio dele, previne-se a ocorrência de assédios, detectam-se casos indesejados e promove-se a remediação.

Veja, a seguir, 3 motivos que o uso do Canal de Denúncias, oferecido pela Contato Seguro, corrobora o conteúdo desse artigo:

  1. Ferramenta terceirizada: as denúncias ocorrem sem interferência das instâncias internas da empresa, reduzindo riscos de retaliação ao denunciante e, com isso, as pessoas passam a ter mais confiança e segurança no uso desse instrumento.
  2. Denúncias anônimas: sem o anonimato, o manifestante pode se sentir exposto, caso o denunciado seja um líder ou superior hierárquico. Além disso, há sempre o temor de ser classificado como “dedo-duro”. Embora não seja esse o contexto de uma denúncia, pois a organização deve incentivar sempre a sua utilização, a questão cultural pode interferir na decisão sobre denunciar ou não.
  3. Profissionais capacitados: os profissionais que recebem os relatos pelo Canal são uma equipe especializada: psicólogos ouvidores, especialistas em Compliance e profissionais do direito, com compromisso inegociável quanto à confidencialidade. Assim, o manifestante é acolhido, sente-se confortável em compartilhar suas informações e recebe todas as orientações, para gerar um relato completo, confiável e claro, a fim de facilitar os processos de apuração que virão a seguir.

Não à toa a Lei 14.457/22 tornou obrigatório para organizações com CIPA implementarem um Canal de Denúncias para receber, acompanhar e solucionar irregularidades.

O Canal de Denúncias propicia trazer à tona fatos até então desconhecidos pela organização e, dessa forma, medidas preventivas e corretivas podem ser aplicadas.

Assim sendo, as irregularidades de toda ordem tendem a diminuir, melhorando o ambiente de trabalho e promovendo benefícios a todos: colaboradores e empresa.

Em outras palavras, o risco de ser denunciado inibe o comportamento do agressor — por isso é importante, como colocamos, que a liderança e o RH sejam ativos na divulgação do Canal e na capacitação, para utilizar a ferramenta. Dessa forma, o Canal de Denúncias torna-se um método efetivo tanto de prevenção quanto correção.

Na Contato Seguro, nós apoiamos todo o processo de implementação do Canal, instruindo e auxiliando gestores e líderes nas tomadas de decisão, organização e divulgação da ferramenta, juntamente com os treinamentos e campanhas que devem acompanhá-lo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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