Condomínios logísticos apostam em práticas de ESG para buscar competitividade e proteger o ambiente natural

Condomínios logísticos apostam em práticas de ESG para buscar competitividade e proteger o ambiente natural

Investimentos em iniciativas de ESG vêm transformando a indústria e gerando impactos positivos em comunidades locais

O setor de condomínios logísticos está intensificando o ritmo na adoção de iniciativas relacionadas a ESG em seus empreendimentos, tanto pela consciência sobre boas práticas, quanto pela influência de clientes e investidores. Algumas das apostas que ganham escala são a utilização de fontes de energia renovável, como a solar e a eólica, gestão eficiente de resíduos, e adoção de práticas sociais responsáveis, como a contratação e a indicação de mão de obra local e o apoio a projetos comunitários.
De acordo com Rodrigo Demeterco, presidente da Capital Realty, empresa líder do setor na Região Sul do Brasil, essa mudança de postura tem sido motivada especialmente pela constatação de que a adoção de práticas mais sustentáveis beneficia não só os negócios, mas a sociedade como um todo. “É fato que as iniciativas ESG contribuem para a redução de custos operacionais, aumento da eficiência e produtividade, e atraem novos negócios. Mas também são capazes de provocar impactos positivos na preservação do ambiente natural e na promoção da qualidade de vida das comunidades ao redor dos empreendimentos.”
No caso específico dos condomínios logísticos, a adoção de práticas ESG pode ser especialmente relevante porque elas são responsáveis por uma parte da cadeia de distribuição de produtos em todo o país. “Isso significa que as iniciativas para tornar os empreendimentos mais sustentáveis têm reflexos positivos em toda a cadeia de suprimentos, desde a produção até o consumo final”, analisa.

Avanço em iniciativas sustentáveis

Segundo dados da Green Building Council, responsável pelas certificações que atestam a conformidade com padrões internacionais de sustentabilidade, os resultados positivos pelas empresas que já adotaram práticas de ESG no seu dia a dia é uma boa estratégia de incentivo. Os painéis solares adotados no centro logístico da Capital Realty, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, renderam 53 MWh de janeiro até março deste ano. “A escolha por uma matriz elétrica como energia solar representa mais de 30 toneladas de emissão de CO2 que foram evitadas”, completa o presidente da empresa.
Além de adotar fontes de energia renovável, a Capital Realty mantém programas de sustentabilidade que visam a diminuição do impacto ambiental de suas operações, como o monitoramento do consumo e da qualidade de energia por meio de dispositivos inteligentes conectados em tempo real, disponibilização de painéis de acompanhamento pelos clientes da energia consumida na área privativa, conscientização e práticas para a redução do consumo de energia e água, além da gestão de resíduos, práticas comuns no dia a dia dos empreendimentos.
Os empreendimentos da Capital Realty já foram concebidos de forma sustentável ainda na fase de construção, com adoção de materiais que geram menor impacto ambiental e  com estrutura em pré-fabricado, evitando produção in loco. “Com essas adoções ainda na etapa inicial, reduzimos os resíduos gerados nas obras e, consequentemente, o tamanho do canteiro de obra e o número de viagens para os transporte dos materiais”, diz Demeterco.

Competitividade com retorno para o social

O S do ESG foca em implementar práticas sociais responsáveis nos empreendimentos, como a contratação de mão de obra local, a capacitação de funcionários e a colaboração com projetos comunitários.  Demeterco diz que ações de desenvolvimento de pessoas e ações direcionadas para o bem-estar dos colaboradores das empresas locatárias estão em andamento nos empreendimentos dos três estados do Sul.
“Já contamos com um programa de melhorias em todos os nossos condomínios dos três Estados da Região Sul. São áreas verdes e abertas para o bem-estar das pessoas que passam pelos condomínios logísticos, incluindo espaços com mesas de jogos e churrasqueiras para confraternizações, além da utilização de timers e acionamento por fotocélulas para acionamento da energia nas áreas comuns, gestão de resíduos por empresa especializada e certificada, digitalização do controle de acesso, reduzindo a quantidade de crachás de plásticos e facefelt, auxiliando no isolamento termoacústico dentro dos armazéns. Algumas destas ações têm impacto direto no social”, completa.
Outro fator que pode incentivar a adoção de práticas ESG nos condomínios logísticos é o aumento da demanda por parte dos clientes. Cada vez mais, empresas que utilizam esses empreendimentos estão exigindo práticas sustentáveis e certificações de sustentabilidade como requisitos para a escolha de um parceiro logístico.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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