Quase 95% das mulheres acreditam que licença maternidade é vista de forma negativa no mercado de trabalho

Quase 95% das mulheres acreditam que licença maternidade é vista de forma negativa no mercado de trabalho

Direito laboral disponível em praticamente todos os países, a licença maternidade ainda é tabu em empresas e “filhos” um tópico recorrente durante as entrevistas de emprego de mulheres. Uma pesquisa exclusiva do Infojobs mostrou que 94,7% das mulheres acreditam que o tema é visto de forma negativa no mercado de trabalho.

A licença maternidade consiste no afastamento de 120 dias, sem prejuízo do emprego e do salário para a colaboradora. “Infelizmente, ainda há uma crença de que a mulher pode deixar o emprego para cuidar dos filhos, especialmente pela falta de rede de apoio e a questão é trabalhada de maneira errada, o que impacta a empregabilidade feminina”, comentou Ana Paula Prado, CEO do Infojobs.

A dupla jornada é uma realidade para 89,7% das mulheres, que conciliam a carreira com a realização de atividades domésticas ou cuidado com os filhos. Destas, 48,7% não contam com uma rede de apoio ou ajuda de parceiros.

A mesma pesquisa mostrou que, para mulheres, conquistar uma oportunidade é o maior desafio, seguido de obter reconhecimento e crescimento profissional  quando empregadas (26,3%). O machismo presente na cultura das empresas também interfere no dia a dia de 20,7%.

Nos processos seletivos, 61,9% dizem que já enfrentaram situações invasivas, onde o foco não era apenas suas habilidades profissionais. Neste cenário, 78,4% das participantes acreditam que já perderam alguma oportunidade por ser mulher.

“Entendo que existe uma preocupação em relação a retenção de talentos e a produtividade do dia a dia quando há a licença, mas a melhor maneira de adequar não é descartando uma mulher durante uma entrevista por ser mãe ou ter o desejo, mas desenvolvendo políticas e programas que permitam que conciliem a vida profissional e pessoal, como espaço de amamentação, home office, jornada flexível e auxílio-creche”, aconselha Ana.

Como criar políticas inclusivas para mães

Empresas que têm como prioridade permitir que as mulheres exerçam a posição de cuidadoras ao mesmo tempo que desenvolvem suas carreiras devem criar políticas inclusivas. Além da licença maternidade remunerada, alguns outros pontos têm que ser levados em consideração, a começar pelo momento do retorno ao trabalho.

“Após um afastamento longo, a profissional precisa de apoio para retomar as atividades. Uma tendência é o oferecimento de mentorias e programas de desenvolvimento. Além disso, empresas empáticas podem oferecer suporte à amamentação e até creche no local, o que permite que trabalhem com mais tranquilidade, sabendo que os filhos estão bem cuidados”, esclarece Ana Paula.

A maternidade pede por algumas adaptações. Oferecer horários flexíveis, permitindo que as mães compareçam em compromissos escolares ou consultas médicas, é uma postura admirável, conforme a CEO do Infojobs. “Quando a criança ainda é pequena, pode oferecer diferentes modelos de trabalho, como remoto ou híbrido”, complementa.

Por fim, Ana Paula lembra que é importante entender as necessidades específicas da profissão e das funcionárias para garantir que conciliem carreira e maternidade da melhor maneira.

 

Critérios

 

Pesquisa realizada pelo Infojobs em março de 2023, com a participação de 879 pessoas que se identificam com o gênero feminino, de 18 a 60 anos.

 

Sobre o Infojobs 

 

Com mais de 35 milhões de visitas ao mês e 45 milhões de cadastros, o Infojobs é uma HR Tech que desenvolve soluções de tecnologia para o RH das empresas. Além da plataforma de oportunidades profissionais e busca de talentos, o Infojobs oferece, há 18 anos, soluções integradas de recrutamento com ferramentas avançadas e completas para gerir os processos seletivos das empresas, e facilitam aos candidatos a vantagem de cadastrarem seus currículos de forma gratuita, contemplando profissionais de todos os perfis. Recentemente, a empresa atingiu o número de mais de 120 mil vagas publicadas, garantindo um alto número de oportunidades de emprego.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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