Implantação de práticas de ESG cresce no setor de hotelaria

Implantação de práticas de ESG cresce no setor de hotelaria

Negócios que adotam práticas ESG valem mais no mercado

A hotelaria é um dos setores da economia com grande potencial para impactar positivamente o meio ambiente, a comunidade e a economia local. A demanda pela implantação de práticas ESG no setor tem crescido nos últimos anos. O período pós-pandemia tem mostrado que as pessoas estão mais preocupadas com a sustentabilidade e, por causa disso, optam preferencialmente por empreendimentos que estejam em fases mais avançadas de implantação dessas práticas.

De acordo com o último relatório da Booking.com de Viagens Sustentáveis, 59% dos viajantes querem deixar os lugares que visitam melhor do que quando encontraram e 81% dos pesquisados em todo o mundo afirmam que viajar de forma sustentável é importante para eles. Para Izabella Alonso Soares, sócia da Alonso e Pistun Advocacia e consultora em ESG, “o setor demanda muitas mudanças e diagnósticos necessários não só para atender a legislação, mas também para conquistar novos clientes e fidelizar os antigos”, afirma.

Mas implantar essas práticas demanda método, capacitação e engajamento de todos os steakholders envolvidos. “É o engajamento de todos os colaboradores, fornecedores e consumidores que faz a prática ESG realmente gerar impactos sociais, ambientais e positivos para a própria empresa. Na hotelaria, esse é um desafio grande porque envolve muitos atores, mas é um dos setores com mais potencial de impactos positivos no entorno, seja no aspecto social quanto no ambiental”, explica Izabella.

Izabella Alonso Soares.

A responsabilidade do setor hoteleiro para o avanço das práticas ESG no mercado é grande. Os hotéis também representam os setores imobiliário e da construção civil. “Mas a implantação de práticas ESG deve ser encarada como uma jornada para o empreendimento, respeitando o momento e a cultura de cada negócio. “Nós sempre iniciamos o projeto de implantação buscando diagnosticar o cenário atual para garantia da Conformidade Legal, estabelecendo com a organização o ´Mínimo ESG Necessário´ ao cumprimento das obrigações legais, considerando o potencial de transformação sustentável do empreendimento. Depois disso é que avançamos com a avaliação das oportunidades e construção do plano de ação, de políticas e diretrizes para a gestão e capacitação de líderes e integração de colaboradores com as iniciativas”, conclui Izabella.

Além dos impactos socioambientais que o setor hoteleiro têm potencial de atingir, os negócios que adotam práticas ESG também valem mais no mercado. Investidores atualmente exigem o cumprimento de critérios ambientais e sociais e a prática dos pilares ESG também garantem um ciclo saudável para o negócio.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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