Acordo entre Brasil e Reino Unido deve acelerar atração de investimentos

Acordo entre Brasil e Reino Unido deve acelerar atração de investimentos

Acordo bilateral aprovado nesta semana no Parlamento Britânico acaba com dupla tributação e traz mais segurança jurídica às relações comerciais entre os dois países

A aprovação no Parlamento Britânico do acordo bilateral entre Brasil e Reino Unido deve impactar de forma positiva as atividades de fusões e aquisições (M&A) envolvendo empresas dos dois países, além de estreitar as relações comerciais e trazer mais segurança jurídica às negociações. A avaliação é do economista Adam Patterson, sócio da Redirection International, consultoria especializada em fusões e aquisições e desenvolvimento corporativo, e Vice-Presidente da Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil (filial Paraná).

O acordo, assinado em novembro do ano passado, evita a dupla tributação nas transações entre Brasil e Reino Unido em pagamentos de dividendos, royalties, serviços, juros e outros tipos de transações que tenham incidência de impostos sobre a renda ou sobre o lucro. “Este é um grande avanço na relação comercial com o Reino Unido e uma resposta às demandas da comunidade empresarial em ambos os países. A dupla tributação aumenta o custo do comércio e do investimento transfronteiriço, mas agora, com a cobrança única, teremos mais segurança jurídica, facilitando os investimentos de longo prazo e com maior previsibilidade e certeza tributária”, destaca Adam Patterson.

O economista ressalta que o Reino Unido já é um importante parceiro comercial do Brasil e, somente em 2022 o comércio de bens e serviços entre as duas nações movimentou aproximadamente R$ 46 bilhões entre importações e exportações, volume 29,2% maior do que em 2021. Além disso, no ano passado o Reino Unido foi o segundo país no ranking de investimentos em fusões e aquisições envolvendo empresas brasileiras, atrás apenas dos Estados Unidos, com mais de 40 transações concluídas. As atividades de M&A envolvendo corporações brasileiras e britânicas giram em torno de US$ 2,5 bilhões por ano, com foco principalmente nos setores de petróleo e gás, finanças, energia, educação e tecnologia.

“O acordo é extremamente positivo para as multinacionais do Reino Unido que operam ou planejam entrar no mercado brasileiro e para as empresas brasileiras ativas no Reino Unido. É um grande alicerce para aumentar ainda mais o comércio, o investimento e a visibilidade fiscal entre os dois países. Certamente o acordo irá acelerar ainda mais as atividades de M&A de empresas britânicas aqui no Brasil”, afirma.

Para atrair mais investimentos britânicos ao Brasil e estreitar as relações com investidores dos dois países, a Redirection International promoveu uma missão comercial ao Reino Unido no final do ano passado e planeja uma nova viagem ainda em 2023. A empresa já possui um histórico de operações envolvendo companhias globais que planejam entrar no Brasil e conta com um escritório em Londres, com foco em ajudar as empresas brasileiras no processo de internacionalização e desenvolvimento de parcerias, como joint ventures e alianças estratégicas com empresas globais.

A expectativa é que o acordo bilateral facilite a importação de tecnologia e de serviços não disponíveis no mercado interno, aumentando assim a produção, inovação e a competitividade das empresas dos dois países. “O mercado brasileiro deve atrair mais investidores britânicos e os investimentos das empresas brasileiras no Reino Unido ficarão mais fáceis. Isso com certeza promoverá as parcerias comerciais, a geração de empregos e o crescimento econômico”, destaca Adam Patterson. Para entrar em vigor, o acordo ainda precisa ser ratificado no Congresso Nacional.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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