Confiança de serviços sobe 1,4 ponto em julho
O Índice de Confiança de Serviços (ICS) do FGV IBRE subiu 1,4 ponto em julho, para 98,0 pontos, maior nível desde outubro de 2022 (99,1 pontos). É o quinto mês seguido de alta do índice, acumulando 8,9 pontos no período. Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 1,9 ponto.
“A confiança de serviços segue a trajetória favorável iniciada em março. A evolução dos últimos meses sugere que o pior momento do setor teria ficado para trás, mas ainda é preciso cautela levando em consideração o patamar do índice, ainda inferior ao registrado ao final de 2022. Sinais mais favoráveis do ambiente macroeconômico, como inflação mais baixa, expectativa de redução de juros e melhora na confiança de consumidores, contribuem para retomada da confiança e são fundamentais para continuidade desse cenário positivo”, avaliou Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE.
A alta do ICS em julho foi influenciada principalmente pelo componente de expectativas. O Índice de Situação Atual (ISA-S) variou 0,2 ponto, para 99,5 pontos, o maior nível desde outubro de 2022 (100,0 pontos). O Índice das Expectativas (IE-S) avançou 2Z,6 pontos, para 96,6 pontos, maior nível desde outubro de 2022 (98,2 pontos).
Evolução dos indicadores
O Índice de Confiança de Serviços vem registrando resultados favoráveis nos últimos meses. Na métrica em médias móveis trimestrais é observada aceleração da confiança de serviços nos últimos quatro meses. Um ponto que confirma esse cenário mais favorável é a disseminação da alta entre os indicadores que compõem o ICS.
Nos últimos meses, tanto os indicadores de presente quanto do futuro avançaram, embora permaneçam abaixo do nível do final do ano passado. Os índices que refletem expectativas permanecem em nível baixo, refletindo ainda alguma preocupação com relação à continuidade da fase de melhora do ambiente no setor.
Confiança do Comércio cai 2,6 pontos em julho
O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) do FGV IBRE caiu 2,6 pontos em julho para 91,6 pontos, após avançar por dois meses consecutivos. Em médias móveis trimestrais, o índice ainda avança com alta de 2,7 pontos, quarto resultado positivo consecutivo.
“O resultado de julho parece ser melhor definido como uma calibragem após altas significativas do que uma nova fase de desaceleração como a ocorrida na virada do ano. Os indicadores sobre o momento presente caíram suavemente, um sinal de sustentação do momento mais favorável do ano, com inflação mais controlada e confiança dos consumidores em alta e a despeito dos níveis ainda elevados de juros. Por outro lado, as expectativas voltaram a ceder, mostrando desconfiança do setor com a continuidade desse cenário. A consolidação da melhora do ambiente macroeconômico é peça fundamental para retomada da confiança do comércio”, avalia Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE.
A queda do ICOM em julho foi disseminada em cinco dos seis principais segmentos do setor e nos dois horizontes temporais. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) cedeu 0,9 ponto para 98,0 pontos, na primeira queda após cinco meses de alta. O Índice de Expectativas (IE-COM) recuou 4,1 pontos, para 85,6 pontos.


