Bolsa volta a cair e Ibovespa fecha com baixa de 0,85%

Bolsa volta a cair e Ibovespa fecha com baixa de 0,85%

Dólar sobe 0,21% e é cotado a R$ 4,979 para venda

Depois de interromper na última sexta-feira (18) a sua maior sequência de baixas da história, de 13 pregões, tendo apresentado alta de 0,37%, o Ibovespa voltou nesta segunda-feira (21) a cair, recuando 0,85%, aos 114.429 pontos.

O índice foi impactado tanto por notícias do cenário interno quanto do externo. No âmbito interno, analistas destacam que monitoram os impasses no Congresso quanto à votação do arcabouço fiscal. O Governo tem até o dia 31 deste mês para passar a medida ou terá de fazer valer as regras do antigo teto de gastos e cortar R$ 200 bilhões do orçamento.

Esse cenário também ajudou a puxar a curva de juros brasileira para cima. Os DIs para 2025 ganharam 6,5 pontos-base, a 10,60%, e os para 2027, 10,5 pontos, a 10,74%. As taxas dos contratos para 20299 foram a 10,95%, com mais dez pontos, e os para 2031, a 11,26%, também com mais dez pontos.

No entanto, uma boa parte da pressão de alta da curva de juros veio do exterior. Nos Estados Unidos, os treasuries yields para dez anos ganharam 9,3 pontos-base, a 4,344%, isso após ter tocado, no meio do dia, o 4,35%, no seu maior nível desde 2007. O para dois anos subiu 6,7 pontos, a 5,003%. A S&P 500 e Nasdaq fecharam em altas de 0,69% e 1,56%, corrigindo das quedas dos últimos dias. O Dow Jones caiu 0,11%.

A expectatriva dos analistas é que o mercado deve ficar em compasso de espera até sexta-feira (25), quando Jerome Powell vai falar em Jackson Hole. Espera-se alguma novidade em relação à próximas decisões em relação aos juros. E justamente a imprevisibilidade, a indecisão, a incerteza geram medo para o mercado e faz com que os juros subam, o dólar suba e as bolsas caiam no mundo.

Dólar valoriza

O dólar subiu 0,21% frente ao real, sendo cotado no fechamento a R$ 4,978 na compra e a R$ 4,979 na venda, na esteira da alta dos treasuries. 

O dólar abriu os negócios com leve viés de baixa, mas muito perto da estabilidade, enquanto no exterior a divisa apresentava leves perdas ante moedas de países emergentes e exportadores de commodities, assim como em relação a divisas fortes.

Na opinião de especialistas, com a piora da situação externa, a chance do dólar continuar subindo em direção a R$ 5,05 e R$  5,10 aumenta. Porém, no longo prazo, a tendência ainda éde baixa da moeda norte-americana.

Por sua vez, a China surpreendeu os investidores globais com corte de juros menor que o esperado. A taxa de empréstimo primária de um ano (LPR) foi reduzido em 10 pontos base, para 3,45%, enquanto a LPR de cinco anos ficou em 4,20%.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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