83% das instituições financeiras não conseguem acompanhar ritmo de evolução das fraudes

83% das instituições financeiras não conseguem acompanhar ritmo de evolução das fraudes

Criminosos estão explorando tecnologias como Inteligência Artificial generativa e deepfakes para aprimorar ataques

A Appgate, empresa de cibersegurança especializada em acesso seguro, acaba de divulgar o relatório Faces of Fraud 2023, que destaca a rápida evolução dos esquemas de fraude contra o setor financeiro a partir do uso de novas tecnologias. A pesquisa, que ouviu profissionais de mais de 150 instituições, revela que 83% das organizações admitem não ter capacidade para acompanhar as inovações dos fraudadores.

“A fraude online é uma ameaça em constante evolução no mundo da cibersegurança. Os criminosos enxergam cada inovação tecnológica como uma oportunidade de explorar a crescente complexidade das infraestruturas digitais, as superfícies de ataque em expansão e todas as possíveis vulnerabilidades em nossas defesas”, afirma Marcos Tabajara, country manager da Appgate no Brasil.

Um exemplo é a ampla adoção da Inteligência Artificial generativa, que tem sido utilizada para identificar vulnerabilidades, acelerar novos ataques e criar iscas mais atraentes, incluindo perigosos deepfakes. “Observamos o uso da IA como uma palavra-chave para atrair vítimas, enquanto os agentes de ameaças continuam explorando as complexidades criadas por infraestruturas de TI dispersas, digitalização, migração para a nuvem e a transição para forças de trabalho remotas e híbridas, juntamente com o uso generalizado de dispositivos pessoais”, acrescenta Tabajara.

O relatório da Appgate alerta ainda para um aumento no tempo de mitigação das fraudes em comparação com pesquisas anteriores. Também foi detectado que a implementação de ferramentas de prevenção pode estar acontecendo de forma fragmentada, uma vez que os responsáveis pelos controles de fraude nas instituições não se comunicam entre si.

A seguir, algumas das principais conclusões do estudo.

– 83% das instituições financeiras apontam a dificuldade de acompanhar a rápida evolução dos esquemas de fraudes como a principal vulnerabilidade enfrentada pelo setor.

– 40% das empresas ouvidas afirmam ter a visibilidade detalhada necessária para identificar o impacto de um ataque de phishing, enquanto apenas 19% conseguem detectar esse tipo de golpe em tempo real.

– 60% dos respondentes afirmam que a capacidade de sua organização identificar e mitigar uma fraude é superior ou acima da média, enquanto 37% a classificaram como média e apenas 3% como abaixo da média. No entanto, apesar dessa confiança, apenas 19% afirmam poder identificar um ataque de fraude em tempo real, e menos ainda, 11%, dizem poder mitigá-lo em tempo real.

– 20% das organizações que levam mais de uma semana para identificar uma fraude não conseguem mitigá-la ou não sabem se têm essa capacidade, enquanto 29% das organizações que levam mais de uma semana para mitigar a fraude também carecem dessa capacidade ou não estão certas de tê-la.

– 80% das instituições que implementam ferramentas de segurança afirmam que seus controles não se comunicam entre si, sendo esta a principal barreira para melhorar a prevenção contra fraudes.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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