IBC-BR mostra urgência de medidas para economia crescer

Rafael Cervone, presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo.
Alíquotas do imposto único devem ficar abaixo das projeção atual
“A queda de 0,64% do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR) no terceiro trimestre, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, anunciada nesta sexta-feira (17), demonstra ser necessário agilizar e/ou ajustar medidas fundamentais para dar sustentabilidade ao crescimento do PIB”. A observação é de Rafael Cervone, presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).
Dentre as providências, ele cita a reforma tributária, que é positiva e modernizadora, mas é necessário que as alíquotas do imposto único fiquem abaixo da projeção atual de 25% até 27,57%. “É muito. Por isso, é necessário reduzir as exceções incluídas na PEC 45, de modo que todos paguem menos”, pondera, acrescentando: “Também é preciso concluir a reforma administrativa, pois um Estado mais enxuto, eficiente e produtivo contribui bastante para o fomento econômico”.
Outro fator considerado importante por Cervone é o compromisso do governo com o déficit zero em 2024, reafirmado na quinta-feira (16) pelo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, após reunião, no Palácio do Planalto, com o relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), deputado federal Danilo Forte (União-CE). “As recentes oscilações do discurso referente à meta geraram insegurança. Por mais que seja difícil cumpri-la integralmente, a disposição política de alcançá-la é uma sinalização positiva para o mercado quanto à responsabilidade fiscal”, salienta.
O presidente do Ciesp diz esperar, ainda, a sanção presidencial da prorrogação até 2027 da desoneração da folha de pagamentos, aprovada pelo Congresso Nacional. A medida é muito importante para os 17 setores abrangidos, os maiores empregadores do País, e seus trabalhadores. “As empresas precisam de previsibilidade para fechar seu planejamento para o novo ano, inclusive quanto às contratações, que ficarão mais difíceis caso se agravem os custos trabalhistas”.
Cervone acentua que o resultado do IBC-BR dos últimos 12 meses, até agosto, de 2,5%, ainda positivo, não dispensa a adoção das medidas necessárias para o crescimento mais expressivo e sustentado da economia brasileira. “Um fator prioritário é o avanço do programa de neoindustrialização, pois o fortalecimento e a modernização do setor serão decisivos para a expansão do PIB nacional”, conclui.








