Babyboomers compram mais em mercado, táxi e apps de transporte

Babyboomers compram mais em mercado, táxi e apps de transporte

Estudo do Itaú Unibanco aponta que a população com 59 anos ou mais também está gastando mais no PIX

Compras em mercados, táxis, aplicativos de transporte e farmácias lideram o consumo dos babyboomers (nascidos entre 1946 e 1964), que têm aderido às novas tecnologias e passaram a gastar mais com o Pix esse ano. Os dados fazem parte de um levantamento realizado pelo Itaú Unibanco sobre as compras feitas por essa geração, que atualmente compreende os brasileiros que têm a partir de 59 anos.

O estudo analisou as compras realizadas com cartões de crédito e as transações via Pix feitas de CPF para CNPJ entre janeiro e outubro de 2023 – e a comparação com o mesmo período de 2022. No caso do Pix, o levantamento considerou apenas as transferências que configuram transação comercial (de CPF para CNPJ).

No período analisado, os gastos dos babyboomers cresceram 13% sobre 2022, com avanço tímido no número de transações realizadas, de 4%. Isso se reflete em um ticket médio mais alto, de R$ 203 – o segundo maior entre todas as idades, e o que mais aumentou em relação ao ano passado. Considerando todas as gerações, os babyboomers representam 19,5% do valor transacionado e 18,5% das compras – atrás das gerações Y e X, mas ainda à frente da geração Z, que tem 4,2% e 7,4%, respectivamente.

Entre o público com 59 anos ou mais, as mulheres representam 46,3% do valor gasto, e os homens, 53,7%. Considerando o número de transações, elas aparecem à frente, com 52,4% das compras realizadas. Os homens, consequentemente, têm um ticket médio maior, de R$ 230 – enquanto o das mulheres é de R$ 179,5.

“Os números trazem um reflexo da realidade dessa geração, que naturalmente é a que tem menor aumento nos gastos devido ao envelhecimento da população. Encontramos também insights interessantes, como o recorte sobre a renda – que mostra que entre quem tem 59 anos ou mais, quem mais compra são aqueles que possuem renda mensal acima de 10 salários-mínimos. Eles representam 43,3% do valor total gasto por esse público, e 26,8% das transações – índices acima da média dos encontrados nas outras gerações”, afirma Moisés Nascimento, diretor de dados do Itaú Unibanco.

Apesar de serem menos adeptos das compras online, a distância em relação aos demais públicos não é tão grande: 26,8% das transações feitas pelos babyboomers são realizadas online, contra 73,1% de maneira presencial. Consolidando as demais gerações, esses números são 67,8% e 32,2%, respectivamente.

Com que os babyboomers mais gastam?

Na análise sobre os segmentos, os dados mostram que os mercados lideram, com 15,5% de todas as compras realizadas por esse público. Os táxis e aplicativos de transporte aparecem em segundo lugar, com 8,4%, seguidos de farmácias, com 6,5%, lojas de conveniência, com 5%, e postos de combustíveis, com 4,6%.

Olhando apenas para as demais gerações, mercados também aparecem em primeiro lugar, mas com uma proporção menor, 10,8% das transações, seguidos de táxis e aplicativos, com 7,9%. Fastfood aparece em terceiro, com 5,9% das transações. O quarto e o quinto lugar, lojas de conveniência e postos de combustíveis, têm números bastante semelhantes aos dos babyboomers.

Já os segmentos em que a geração mais velha mais aumentou o número de transações – tanto nos pagamentos com crédito quanto com Pix – estão loterias, com alta de 239%, companhias marítimas (que inclui empresas que realizam cruzeiros) com avanço de 176%, organizações de caridade, com 139,7%, e reforma e estofamento de móveis, com 90,8%.

Aceita Pix?

Considerando apenas o uso do Pix, os babyboomers foram os que tiveram maior alta no valor transacionado entre 2022 e 2023, de 72%. No número de transações o aumento foi de 96,4%, mas atrás das demais gerações. Ou seja: os mais velhos fazem compras com valor mais alto no Pix do que os demais públicos, com ticket médio de R$ 710 – o da geração Z, por exemplo, é de R$ 121.

Os homens gastam mais no Pix – são responsáveis por 67% do valor transacionado, e têm um ticket médio 100% maior que o das mulheres. No recorte sobre a renda, 59,5% do valor transacionado no Pix nesta geração é feito por pessoas que recebem 10 ou mais salários mensalmente, com ticket médio bastante alto, de R$1804,48 – mais que o dobro das demais faixas.

“Apesar de terem aumentado o número de transações feita com Pix, os dados mostram que os babyboomers ainda usam a modalidade menos que a média. Na geração, considerando as compras realizadas com cartão de crédito e Pix, o primeiro domina os pagamentos, com 93% das transações, e 7% do segundo. Quando se analisa apenas as demais gerações, esses números são 76,3% e 23,7%, respectivamente”, explica Moisés.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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