Menos da metade dos brasileiros busca plataformas confiáveis para apostar

Menos da metade dos brasileiros busca plataformas confiáveis para apostar

Pesquisa mostra preocupação baixa de apostadores com medidas de segurança e jogo responsável

Apostar é uma prática que envolve riscos de perdas financeiras e de vício, mas nem todos os apostadores tomam alguns cuidados importantes de jogo responsável.

É o que mostra uma pesquisa feita pela Opinion Box a pedido do Aposta Legal Brasil. De acordo com o estudo, apenas 43% dos entrevistados procuram utilizar plataformas seguras e confiáveis na hora de apostar.

Os dados também mostram que apenas 42% definem um orçamento para jogar ou apostar e só 20% limitam o tempo diário para jogar ou apostar.

O cuidado com menor adesão por parte dos usuários foi a pesquisa sobre legislação e regulamentação dos jogos: apenas 14% se interessam em estar por dentro do que é definido em lei para o mercado de apostas.

Ainda assim, 67% dos entrevistados consideram que são responsáveis na hora de jogar.

Os números refletem uma necessidade maior de conscientização e cuidado por parte dos apostadores na hora de apostar. O jogo responsável é uma bandeira levantada pelo Aposta Legal Brasil.

Sentimentos ao apostar

A pesquisa mostra que sentimentos como preocupação (64%), insegurança (62%) e ansiedade (60%) são predominantes no momento de apostar. Outros sentimentos apontados são alegria (50%), coragem (52%) e falta de culpa (56%).

De acordo com o levantamento, 6 em cada 10 apostadores ou futuros apostadores dizem cuidar de sua saúde emocional e mental. A situação financeira é o aspecto da vida que se destaca negativamente, com apenas 29% dos entrevistados se considerando satisfeitos.

Quase 80% dos entrevistados passaram por alguma das seguintes situações ao apostar:

  • Fiquei muito ansioso(a) por estar jogando ou apostando (29%)
  • Perdi mais dinheiro do planejado jogando ou apostando (24%)
  • Me senti culpado por estar jogando ou apostando (24%)
  • Não contei para minha família ou amigos que estou jogando ou apostando (18%)
  • Entrei em um site falso e acabei sofrendo um(a) golpe/fraude (12%)
  • Cada vez que jogo, aumento o valor da aposta para ficar mais emocionante (12%)
  • Me senti irritado por não estar jogando ou apostando (11%)
  • Fiz uma dívida por estar jogando ou apostando (9%)
  • Já briguei com alguém por causa dos resultados que obtive (9%)
  • Perdi um compromisso por estar jogando ou apostando (8%)
  • Já acabei com uma amizade ou relacionamento por estar jogando ou apostando (5%)
  • Já deixei de trabalhar ou ir para faculdade por estar jogando ou apostando (4%)

Para grande parte dos que já vivenciaram as principais situações, elas já aconteceram mais de uma vez. O destaque é para os que se sentiram culpados, em que 71% já passaram por isso mais de uma vez.

Perdas financeiras

Ao perder dinheiro, 37% dos entrevistados param de jogar ou saem do site de apostas, sendo essa a reação mais comum encontrada na pesquisa.

O estabelecimento de limites financeiros para jogar é feito por 26% dos entrevistados, enquanto 15% continuam jogando para tentar recuperar o valor perdido.

A perda de dinheiro sem limite de gastos é vista por 56% dos entrevistados como um comportamento de risco de apostas. Metade do público considera que fazer dívidas para jogar é um sinal de alerta de que o jogo não é mais somente uma diversão.

4 em cada 5 consumidores consideram que é importante ou muito importante que as casas de aposta ofereçam suporte para o jogo responsável.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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