Indústria naval brasileira trabalha com 40% de nacionalização

Como ampliar a participação das empresas elevando a produção nacional a patamares de competitividade internacional? Esta é pergunta que permeou os debates do segundo dia da Navalshore 2011 – Feira e Conferência da Indústria Naval e Offshore, que termina nesta sexta-feira (5), no Centro de Exposições SulAmérica, no Rio de Janeiro. A coordenadora em Tecnologia Naval da Transpetro, engenheira Ana Paula dos Santos Costa, afirmou durante a palestra “Vencendo os desafios de voltar a construir navios no Brasil”, dentro da grade de Conferências da Navalshore, que o índice atual de conteúdo nacional de equipamentos e materiais utilizados na indústria naval brasileira é de 40% (índice que não inclui a mão de obra). “በum resultado positivo, mas pode ser melhor. A Transpetro tem pedido aos estaleiros para priorizarem o conteúdo local”, destacou.

Ana Paula ressaltou, no entanto, que o Brasil avançou muito: “O recomeço da nossa indústria naval foi em 2000 e já estamos com esse índice de 40% de participação. O Japão levou 100 anos para atingir os 100% e a China, que já tem um histórico maior no segmento, tem 53%”. A engenheira da Transpetro acredita que a cadeia produtiva nacional vai crescer ainda mais quando houver uma maior redução de custos e estabilidade cambial.

O otimismo da Transpetro é acompanhado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). O presidente da Cá¢mara de Equipamentos Navais da entidade, César Prata, acredita que as embarcações de apoio maítimo serão o grande mercado para setor de navipeças brasileiro: “Com o novo plano de negócios divulgado pela Petrobras já se fala na construção de 500 embarcações do ênero nos próximos anos”.


Soma

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