Valor de produção da silvicultura e da extração vegetal cresce 16,7% e soma R$ 44,3 bilhões

Valor de produção da silvicultura e da extração vegetal cresce 16,7% e soma R$ 44,3 bilhões

Madeira em tora para papel e celulose impulsiona alta

O valor da produção florestal atingiu em 2024 o recorde de R$ 44,3 bilhões, com alta de 16,7% e produção em 4.921 municípios. O valor da produção da silvicultura continua superando o da extração vegetal, o que ocorre desde o ano 1998. A silvicultura manteve a trajetória de crescimento dos últimos anos ao atingir o valor de R$ 37,2 bilhões, alta de 17,4% em relação ao alcançado em 2023.

Já a extração vegetal subiu em 13,0% em relação ao ano anterior, quando havia variado 0,3%. Assim, o valor de produção alcançado em 2024  ultrapassou R$ 7,0 bilhões. Os dados são da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) 2024, divulgada nesta quinta-feira (25), pelo IBGE.

“Após 2020, a gente tem um crescimento muito forte da silvicultura. Quando a gente compara a produção de 2019 com a produção de 2024, a gente tem um crescimento de 140%, impulsionado pelos avanços tecnológicos e pelo valor da celulose. O preço da celulose tem estado alto e isso incentiva os produtores a investir tanto em tecnologia quanto no aumento da área plantada”, destaca o gerente de Agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes.

O pesquisador explica que, entre os produtos madeireiros da silvicultura, houve registro de crescimento do valor da produção em todos os grupos, sendo mais acentuado na madeira destinada à fabricação de papel e celulose, que aumentou 28,0%. O valor da produção da madeira em tora para outras finalidades cresceu 18,0%; do carvão vegetal subiu 6,3%; e da lenha alcançou 7,0%.

Em 2024, houve acréscimo de 2,2% nas áreas de florestas plantadas no país, ou mais 217,8 mil hectares. A área total da silvicultura é de 9,9 milhões de hectares, dos quais, 7,7 milhões são de eucalipto, usado predominantemente na indústria de papel e celulose. Juntos, eucalipto e pinus foram responsáveis pela cobertura de 96,2% das áreas de silvicultura para fins comerciais no país.

Entre as regiões, Centro-Oeste (8,0%), Sudeste (1,5%) e Sul (1,4%) apresentaram crescimento nas áreas de florestas plantadas em 2024. Houve redução de 2,7% e 0,8% nas Regiões Norte e Nordeste, respectivamente.

Na maioria dos estados, o predomínio é de silvicultura, exceto o Pará, onde o tipo de exploração predominante é o extrativismo vegetal, principalmente o madeireiro. No Mato Grosso do Sul, a pesquisa observou uma expansão da silvicultura em 2024, repetindo o que já havia acontecido em 2023.

“Em 2024, com os avanços do plantio de eucalipto, o Mato Grosso do Sul passou de 7o para 5o em valor de produção em silvicultura. Várias fábricas têm se instalado no estado devido ao clima propício para o eucalipto e a disponibilidade de terras. O crescimento da produção tem se dado por Mato Grosso do Sul, com destaque para o município de Três Lagoas, que passou de 6o para 2o no ranking entre municípios”, explica o gerente de Agricultura do IBGE.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a celulose ocupou o oitavo lugar no ranking das exportações totais do país em 2024, aumento de 3,1%, com 19,7 milhões de toneladas exportados, que geraram 10,6 bilhões de dólares, um aumento de 33,2% em relação a 2023.

O setor da madeira em tora para papel e celulose permanece com tendência de alta, atingindo o valor de R$ 14,9 bilhões, crescimento de 28,0 % no valor da produção, após o crescimento de 19,1% registrado no ano anterior.

“O Brasil é, hoje, o maior produtor e exportador de celulose. Em 2024, a produção de madeira em tora para papel e celulose foi recorde, atingindo 122,1 milhões de metros cúbicos. O segundo maior foi em 2023, com 113 milhões de metros cúbicos. É um recorde atrás do outro, de 2019 em diante”, destaca Carlos.

A participação dos produtos madeireiros segue preponderante no setor da silvicultura, representando 98,3% do valor da produção florestal. O conjunto dos produtos madeireiros com origem em áreas plantadas para fins comerciais registrou aumento de 17,4% no valor da produção, enquanto naqueles decorrentes da extração vegetal o aumento foi de 15,4%. Esses resultados ratificam a tendência de crescimento dos produtos madeireiros oriundos da silvicultura e registra-se um crescimento nesses produtos da extração, mudando uma tendência à estabilidade que ocorria desde 2021.

Entre os produtos madeireiros da silvicultura, houve registro de crescimento do valor da produção em todos os grupos, sendo mais acentuado na madeira destinada à fabricação de papel e celulose, que aumentou 28,0%. O valor da produção da madeira em tora para outras finalidades cresceu 17,9%; do carvão vegetal subiu 6,3%; e da lenha alcançou 7,0%.

A extração vegetal registrou aumento no valor gerado em 2019 (6,8%), 2020 (5,8%) e 2021 (31,6%), mas em 2022 registrou redução de 0,3%, enquanto em 2023 cresceu 0,3% e em 2024 subiu de 13,0%, ultrapassando 7,0 bilhões de reais. Enquanto os produtos madeireiros respondem pela quase totalidade do valor da produção da silvicultura (98,3%), na extração vegetal esse grupo representa 65,6%, seguido pelos alimentícios (28,6%), ceras (3,4%), oleaginosos (1,7%) e outros (0,8%).

Na silvicultura, Minas Gerais tem o maior valor de produção: R$ 8,5 bilhões

Minas Gerais segue apresentando o maior valor da produção da silvicultura, com R$ 8,5 bilhões, o que representa 22,8% do valor apurado pelo setor. Essa Unidade da Federação é também a maior produtora de carvão vegetal, muito utilizado no setor siderúrgico, respondendo por 83,3% do volume nacional. Houve decréscimo de 6,8% na quantidade e de 0,5% em valor da produção a preços correntes.

O Paraná figura na sequência, ao registrar R$ 6,3 bilhões em valor de produção da silvicultura, um incremento de 24,1%, sendo que o Estado é o maior produtor de madeira em tora para outras finalidades, sendo responsável por 32,1% da produção nacional. A produção reduziu 5,7%, ficando em 21,1 milhões de metros cúbicos, e o valor da produção subiu 4,9%, chegando a R$ 3,0 bilhões em termos nominais.

O Estado de Minas Gerais segue registrando a maior área coberta com espécies florestais plantadas do País, com 2,2 milhões de hectares, o que representou um crescimento de 3,6% em relação ao ano anterior, sendo sua quase totalidade ocupada por eucalipto (97,2%). Mato Grosso do Sul aumentou sua área com silvicultura em 6,8%, possuindo a segunda maior área de florestas plantadas, com 1,5 milhão de hectares, dos quais 99,6% são plantios de eucalipto. São Paulo e Paraná registraram uma área 1,2 milhão de hectares cada, com redução de 0,7% e aumento de 1,6%, respectivamente.

etal registrou aumento no valor gerado em 2019 (6,8%), 2020 (5,8%) e 2021 (31,6%), mas em 2022 registrou redução de 0,3%, enquanto em 2023 cresceu 0,3% e em 2024 subiu de 13,0%, ultrapassando 7,0 bilhões de reais. Enquanto os produtos madeireiros respondem pela quase totalidade do valor da produção da silvicultura (98,3%), na extração vegetal esse grupo representa 65,6%, seguido pelos alimentícios (28,6%), ceras (3,4%), oleaginosos (1,7%) e outros (0,8%).

Na silvicultura, Minas Gerais tem o maior valor de produção: R$ 8,5 bilhões

Minas Gerais segue apresentando o maior valor da produção da silvicultura, com R$ 8,5 bilhões, o que representa 22,8% do valor apurado pelo setor. Essa Unidade da Federação é também a maior produtora de carvão vegetal, muito utilizado no setor siderúrgico, respondendo por 83,3% do volume nacional. Houve decréscimo de 6,8% na quantidade e de 0,5% em valor da produção a preços correntes.

O Paraná figura na sequência, ao registrar R$ 6,3 bilhões em valor de produção da silvicultura, um incremento de 24,1%, sendo que o Estado é o maior produtor de madeira em tora para outras finalidades, sendo responsável por 32,1% da produção nacional. A produção reduziu 5,7%, ficando em 21,1 milhões de metros cúbicos, e o valor da produção subiu 4,9%, chegando a R$ 3,0 bilhões em termos nominais.

O Estado de Minas Gerais segue registrando a maior área coberta com espécies florestais plantadas do País, com 2,2 milhões de hectares, o que representou um crescimento de 3,6% em relação ao ano anterior, sendo sua quase totalidade ocupada por eucalipto (97,2%). Mato Grosso do Sul aumentou sua área com silvicultura em 6,8%, possuindo a segunda maior área de florestas plantadas, com 1,5 milhão de hectares, dos quais 99,6% são plantios de eucalipto. São Paulo e Paraná registraram uma área 1,2 milhão de hectares cada, com redução de 0,7% e aumento de 1,6%, respectivamente.

Mato Grosso e do Pará responderam por 59,6% da quantidade total extraída de madeira em tora, representando 77,0% do valor de produção desse produto, nacionalmente. O Pará, que em 2022 voltou a ultrapassar Mato Grosso, permanece como maior produtor de madeira em tora em 2024, com 4,5 milhões de metros cúbicos, apesar da redução de 10,4% na extração desse produto.

Açaí e erva-mate mantêm maior valor de produção entre os não madeiros

Em 2024, a soma do valor da produção dos produtos não madeireiros registrou aumento de 8,7%, totalizando R$ 2,4 bilhões. O grupo de produtos alimentícios, o maior entre os produtos não madeireiros da extração vegetal, apresentou aumento do valor da produção (8,1%), totalizando R$ 2,0 bilhões.

O açaí amazônico é coletado de uma palmeira nativa regional, tendo 92,9% de sua extração concentrada na Região Norte. Em 2024, essa produção foi de 247,5 mil toneladas, 3,6% acima da obtida no ano anterior. Em termos de valor nominal, apresentou aumento de 19,9%, totalizando R$ 1,0 bilhão. O Pará registrou a maior produção de açaí, com 168,5 mil toneladas, o que representa 68,1% do total nacional. Com o aumento de 0,5% na quantidade e de 23,2% no valor da produção, essa Unidade da Federação alcançou R$ 801,9 milhões.

No ranking dos 10 Municípios que registraram os maiores volumes em 2024, oito são paraenses, sendo que o Município de Limoeiro do Ajuru segue ocupando a posição de maior produtor nacional de açaí extrativo, respondendo, sozinho, por 20,2% do total nacional, apesar da redução de 2,0% em relação a 2023.

A extração de erva-mate, que se concentra na Região Sul, gerou o segundo maior valor da produção entre os produtos não madeireiros, com R$ 522,8 milhões, registrando redução de 11,3% na comparação com 2023. A produção foi de 377,4 mil toneladas, com diminuição de 11,4% frente ao ano anterior. No Paraná, que concentra 85,8% da produção nacional, encontram-se os 9 municípios que obtiveram a maior produção de erva-mate em 2024, destacando-se São Mateus do Sul como a de maior volume extraído, com 17,2% do total nacional, e com a mesma produção do ano anterior.

Crédito da foto: Licia Rubinstein/IBGE

 

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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