Flexibilidade do executivo financeiro representa diferencial diante da crise

O gerente geral da Renault do Brasil e América Latina, Ciro Possobom (foto), avalia que a flexibilidade do executivo brasileiro representa diferencial diante de uma crise internacional como a protagonizada pelos Estados Unidos. Ao contrário de décadas anteriores, o enfrentamento de um cenário externo desfavorável com poucos reflexos no Brasil é uma realidade relativamente nova para os executivos. Esse é um dos aspectos que Possobom vai abordar no painel Internacionalização dos Executivos de Finanças” durante o 22º Congresso Nacional de Executivos de Finanças (Conef). No evento, que será realizado de 28 a 30 de setembro deste ano em Curitiba, ele vai enfatizar a importá¢ncia do executivo brasileiro ao analisar o impacto da crise externa na organização. Para as empresas brasileiras exportadoras, o reflexo da crise americana é importante, mas para a maioria será muito menor do que em outros países. Essa flexibilidade e a força de proposição para argumentar que somos diferentes são um diferencial para um bom executivo financeiro”, vislumbra.

Além do posicionamento do profissional de finanças brasileiro, Possobom também aponta que as barreiras fiscais brasileiras impedem a livre circulação do capital em comparação com outros países. Acumulando experiência de dez anos na montadora francesa, onde trabalhou com finanças com mais de 25 países, o executivo relata que atualmente o dinheiro circula com cada vez maior velocidade pelo mundo. No Brasil, o dinheiro não tem a mesma liberdade que na Europa, por exemplo. As barreiras fiscais e do Banco Central não permitem ainda esta livre circulação das moedas. O Brasil está cada vez mais aberto e deverá facilitar a circulação dos capitais”, informa. Por esse motivo, o executivo ressalta que as soluções são globais e que nos dias de hoje é possível aplicar recursos ou tomar empréstimo em vários países diferentes. Buscar a melhor eficiência desse capital é que diferencia um bom executivo financeiro”, afirma Possobom.

Para quem busca trilhar uma carreira internacional, o executivo da Renault traça a diferença entre os executivos brasileiros e estrangeiros, os benefícios da carreira internacional, bem como as oportunidades. Conhecer as oportunidades, a cultura e a legislação de outros países ajuda muito na condução dos negócios. Apesar das diferenças existentes, as soluções financeiras são muito parecidas. O exemplo de um país pode muitas vezes facilmente ser usado em outros. Se o executivo fica somente olhando o seu país, perdem-se oportunidades de otimização de seu capital”, completa.

Na internacionalização da carreira, Possobom aponta que, além de ser fundamental o domínio do inglês, aprender a língua oficial de sua matriz é indispensável. Além de frequentar boas faculdades e MBAs, ter uma boa visão estratégica da empresa é fundamental, além de fazer um bom networking e ter uma alta performance de resultados”, assinala ele.

Soma

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