Queda das condições brasileiras de competitividade preocupa setor industrial
Não temos medo da crise, temos medo do governoâ€. A expressão é do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte, ao palestrar sobre a competitividade da indústria barriga-verde em evento organizado pela Universidade do Oeste de SC (Unoesc Chapecó), Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e Vice-presidência regional oeste, na sede do Simovale, em Chapecó. O dirigente manifestou preocupação com a queda das condições brasileiras de competitividade, aferida pelas aências internacionais. A falta de investimentos em rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, hidrovias, armazéns etc, aumenta os custos de quem produz. Mencionou que as estradas ruins chegam a absorver 40% da receita do transportador.
O presidente da Fiesc frisou que os empresários fazem sua parte, mas o Estado não cumpre com seu papel. Para melhorar a competitividade são necessárias as reformas fiscal, previdenciária, trabalhista, eleitoral e administrativaâ€, assinalou. Glauco Côrte manifestou-se preocupado com o fato de que todos os projetos em tramitação no Congresso Nacional sobre essas reformas estruturais tratam de aumentar os encargos do setor produtivo.
Outra preocupação é o crescimento da máquina pública: O estado brasileiro é grande, perdulário e ineficiente e não cabe no tamanho da economia brasileiraâ€, enfatizou.








