CNI defende acordo entre Brasil e Alemanha contra bitributação

Brasil e Alemanha precisam chegar a um acordo que elimine a bitributação e dê mais segurança aos investidores. Os dois países também devem se empenhar no avanço das negociações para a liberalização do comércio entre a União Europeia e o Mercosul. O alerta foi feito nesta segunda-feira, 19.09,  pelo presidente da  Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, na abertura do 29º Encontro Empresarial Brasil-Alemanha, que reúne mais de 1.500 empresários no Pier Mauá, no Rio de Janeiro.

As oportunidades são muitas e há muitos campos em que podemos avançar para aumentar a corrente de comércio e de investimentos e a cooperação tecnológica entre os dois países”, disse Andrade. Lembrou que o Brasil está pronto para atrair investimentos a empreendimentos que vão desde  grandes obras de infraestrutura até a organização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas em 2016. Além disso,  há a exploração da camada pré-sal, que exigirá o fortalecimento da cadeia de petróleo e gás, e o desenvolvimento de energias alternativas, como o etanol, enumerou o presidente da CNI.

O secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Ruy Nunes Nogueira, destacou que a política industrial do governo brasileiro tem um compromisso com a inovação e a agregação de valor ao produto nacional. Esse contexto favorece os acordos com a Alemanha na área de tecnologia e de soluções para pequenas e médias empresas. As pequenas empresas alemás, que são reconhecidas pela sua capacidade de inovar e de exportar, devem ser um exemplo para o Brasil”, afirmou Nogueira.

De acordo com Hans-Peter Keitel, presidente da Bundesverband der Deutchen Industries (BDI), a conênere alemá da CNI, os empresários da Alemanha têm interesses em estabelecer parcerias tecnológicas com os brasileiros. Nós temos tecnologia e vocês têm matérias-primas. Podemos fazer trocas”, propôs Keitel.
Destacou que a Europa está tentando resolver a crise dos países com dificuldades de honrar suas dívidas, como a Grécia. Conforme o vice-ministro das Releções Exteriores da Alemanha, Werner Hoyer, a Europa sairá fortalecida da crise porque os países aprenderão a lição de que há limites para o endividamento. በirresponsável deixar dívidas para gerações futuras. Os irresponsáveis sucumbem á  crise”, disse Hoyer.

Soma

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