Faturamento do setor atacadista distribuidor cresce 4,8% e vendas aumentam 1,1%

Convenção da ABAD em Atibaia destaca retomada do consumo e avanço do setor
O setor atacadista distribuidor brasileiro iniciou 2026 em ritmo de crescimento. Os números foram apresentados nesta segunda-feira (8), durante a Convenção da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD), realizada em Atibaia, interior de São Paulo. O encontro segue até esta terça-feira (9) e, neste ano, ganha um significado especial ao celebrar os 45 anos da entidade em defesa e fortalecimento do setor atacadista distribuidor no País.
Durante entrevista coletiva à imprensa, o presidente da ABAD, Leonardo Miguel Severini, e o diretor de atendimento ao Varejo da NielsenIQ Brasil, Domenico Filho, apresentaram os números do Termômetro ABAD – Inteligência de Mercado, desenvolvido em parceria com a NielsenIQ/Mtrix, que apontam avanço das vendas no Canal Indireto nos primeiros quatro meses de 2026, consolidando um cenário de retomada gradual do consumo, crescimento do faturamento e ampliação da base de pontos de venda.
No acumulado do ano até abril, o setor registrou crescimento de 4,8% no faturamento e de 1,1% no volume de vendas. O preço médio avançou 3,6%, enquanto o número de pontos de venda (PDVs) cresceu cerca de 1,1%. Como consequência, o ticket médio também apresentou alta de 3,7%.
Na comparação entre abril de 2026 e abril de 2025, o faturamento cresceu 0,5%, mesmo diante de retração de 2,5% no volume comercializado. O desempenho foi sustentado pelo avanço de 3,1% no preço médio, enquanto o ticket médio permaneceu estável. O número de PDVs teve crescimento de 0,5%.
O levantamento considera dados reais de vendas do Canal Indireto no mercado de bens de consumo, com base em informações de mais de 2,6 mil atacadistas e distribuidores responsáveis pelo abastecimento de aproximadamente 1 milhão de pontos de venda em todo o Brasil.
Varejo alimentar
No varejo alimentar, o acumulado do ano apresentou crescimento de 5,8% no faturamento e de 0,4% no volume de vendas. O preço médio avançou 5,4%, enquanto o número de PDVs cresceu 0,3% e o ticket médio registrou alta de 5,5%.
No comparativo mensal com 2025, o desempenho do setor foi sustentado principalmente pelo aumento de preço médio e ticket, compensando a retração observada em volume e base no início do ano e consolidando a retomada iniciada em março.
Regionalmente, todas as regiões brasileiras apresentaram crescimento no faturamento. O Norte liderou a expansão, com alta de 11,1%, seguido pelo Sudeste, com 7%. Nordeste e Sul cresceram 4,6% cada, enquanto o Centro-Oeste teve a menor variação positiva, de 0,8%.
Food Service

No segmento de food service, o cenário também foi de crescimento, impulsionado principalmente pelo aumento do preço médio e do ticket por PDV, além da recuperação mais consistente do volume de vendas e da base de estabelecimentos a partir de março.
As únicas retrações foram observadas no Sul, onde o volume de vendas caiu 4,5% e o ticket médio recuou 1,4%, e no Norte, com queda de 1,9% no volume vendido. Nos demais indicadores, o crescimento médio regional foi de 8,4% no faturamento. O Sul apresentou desempenho mais moderado, com alta de apenas 0,9%.
Para o presidente da ABAD, Leonardo Miguel Severini, os resultados demonstram a capacidade de adaptação do setor em um ambiente econômico ainda desafiador.
“Os números mostram um setor mais eficiente, estratégico e preparado para responder às mudanças do mercado e do comportamento do consumidor. O Canal Indireto segue desempenhando um papel essencial no abastecimento do país e na conexão entre indústria e varejo”, afirmou Severini.
Segundo ele, a expectativa da entidade é encerrar 2026 com crescimento nominal próximo de 12%, impulsionado pela ampliação da base de clientes, pela evolução operacional das empresas e pela retomada gradual do consumo.
Crédito das fotos: Luciana Cassia








