10 dos 15 locais pesquisados puxaram a alta da indústria em abril

10 dos 15 locais pesquisados puxaram a alta da indústria em abril

Em abril, produção industrial cresceu 0,7% e acumula alta de 1,7% no ano

A alta de 0,7% da produção industrial nacional referente a abril de 2026 foi puxada por dez dos 15 locais pesquisados pelo IBGE, na comparação com março, na série com ajuste sazonal. Bahia (3,0%), Ceará (2,3%), Espírito Santo (2,1%) e Minas Gerais (2,1%) mostraram as maiores altas. Santa Catarina (1,7%), Goiás (1,7%), Rio de Janeiro (1,5%), Região Nordeste (1,4%), São Paulo (0,9%) e Paraná (0,8%) completaram o conjunto de locais com taxas positivas, no mês. Já as quedas mais intensas foram em Mato Grosso (-5,2%), Pará (-5,0%) e Pernambuco (-3,6%), enquanto Rio Grande do Sul (-1,6%) e Amazonas (-0,8%) também mostraram resultados negativos. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada nesta quarta-feira (10) pelo IBGE.

O analista responsável por essa pesquisa, Bernardo Almeida, explica que “ainda que permaneçam os efeitos de uma política monetária restritiva sobre a produção industrial, com a taxa de juros em patamares elevados, diminuindo investimentos, temos também uma leitura positiva em relação ao mercado de trabalho. Os efeitos de uma taxa de desocupação menor, com aumento na massa salarial, têm reflexos positivos sobre a produção industrial. Desta forma, na passagem de março para abril, São Paulo foi a principal influência positiva, se posicionando 0,8% acima do seu patamar pré-pandemia (fev/20), mas, ainda, 21,0% abaixo do seu patamar mais alto, alcançado em marco de 2011.

Os setores extrativo e de derivados do petróleo foram influências importantes nesse movimento positivo da indústria paulista. No campo negativo, Pará foi a principal influência, após três meses de resultados positivos, quando acumulou um ganho de 17,1%. Em abril, o setor extrativo e de metalurgia contribuíram para o comportamento negativo da indústria paraense”.

Espírito Santo e Rio de Janeiro lideram na comparação com abril de 2025

Em relação a abril do ano passado, a indústria cresceu 2,7%, com altas em doze dos dezoito locais pesquisados. Com taxas de dois dígitos, Espírito Santo (32,9%) e Rio de Janeiro (10,1%) tiveram as maiores altas na produção industrial em abril. A indústria capixaba foi impulsionada, principalmente, pelas indústrias extrativas (petróleo, minério de ferro e gás natural). No Rio de Janeiro, além das extrativas de petróleo e gás, também foi destaque a produção de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis.

Em Goiás (6,2%), Rio Grande do Sul (5,3%), Minas Gerais (3,7%) e Mato Grosso do Sul (3,6%) a produção industrial também cresceu acima da média nacional (2,7%). Outros locais com taxas positivas em abril foram Mato Grosso (1,5%), São Paulo (1,4%), Paraná (1,1%), Bahia (1,0%), Santa Catarina (0,4%) e Região Nordeste (0,4%).

Já o recuo mais intenso ocorreu nas atividades industriais do Rio Grande do Norte (-13,6%), devido, principalmente, à atividade de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel). Os demais resultados negativos de abril vieram do Maranhão (-5,4%), Amazonas (-4,2%), Pernambuco (-3,8%), Pará (-2,8%) e Ceará (-0,4%).

Bernardo salienta que as extrativas foram destaque nas altas, porque “vêm exercendo um papel relevante na indústria tanto nacional quanto regional. Se por um lado os efeitos contracionistas da política monetária pressionam a indústria de transformação e sua cadeia produtiva, por outro, a indústria extrativa, com suas especificidades, vem mostrando um ritmo de produção, por vezes, capaz de mitigar esses efeitos negativos sobre a produção industrial”.

10 de 18 estados acumulam altas em 2026

A indústria do país acumula alta de 1,7% em 2026, com taxas positivas em dez dos 18 locais pesquisados pelo IBGE. Com avanços de dois dígitos, Espírito Santo (25,3%) e Pernambuco (19,7%) lideram. No caso da indústria capixaba, a liderança se deve à extração de petróleo, gás e minério de ferro e, em Pernambuco, à produção de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis.

Seis estados acumulam altas em 2026 acima da média do país (1,7%): Mato Grosso do Sul (8,0%), Rio de Janeiro (7,3%), Mato Grosso (4,2%), Rio Grande do Sul (3,3%), Região Nordeste (2,0%) e Minas Gerais (1,8%). Os demais acumulados positivos para 2026 são de Goiás (1,1%) e Pará (0,4%).

Por outro lado, oito estados acumulam taxas negativas na produção industrial em 2026, com destaque para o Rio Grande do Norte (-17,9%), pressionado pela atividade de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel). Os demais acumulados negativos são da Bahia (-4,6%), Maranhão (-4,5%), Ceará (-4,4%), Amazonas (-3,5%), Santa Catarina (-2,8%), Paraná (-1,1%) e São Paulo (-0,4%).

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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