“Economia da Confiança” pode definir as empresas mais competitivas da próxima década

“Economia da Confiança” pode definir as empresas mais competitivas da próxima década

Em um cenário marcado pela inteligência artificial e pelo excesso de informação, especialista aponta a confiança como o principal ativo estratégico das empresas

A popularização da inteligência artificial transformou a forma como empresas e profissionais produzem conteúdo. Hoje, textos, imagens e vídeos podem ser criados em poucos minutos, tornando a informação cada vez mais abundante. Nesse contexto, especialistas apontam o surgimento de um novo paradigma nos negócios: a “Economia da Confiança”, conceito que defende que a reputação e a credibilidade passam a ser mais valiosas do que a capacidade de simplesmente atrair atenção.

A tendência já aparece nas principais pesquisas internacionais. O Edelman Trust Barometer mostra que sete em cada dez consumidores preferem comprar de empresas nas quais confiam. Já a PwC Global Trust Survey revela que 93% dos executivos acreditam que fortalecer a confiança gera impactos positivos diretos sobre o desempenho financeiro das organizações.

Para o  CEO da Buzz Editora, Anderson Cavalcante (foto), autor best-seller e mentor de empresários, médicos e especialistas, a Economia da Confiança representa uma mudança na lógica da competitividade. “Durante décadas, empresas competiram por escala, depois por informação e, mais recentemente, pela atenção das pessoas. Agora estamos entrando em uma nova fase, em que o maior diferencial competitivo será a capacidade de inspirar confiança. A inteligência artificial tornou o conteúdo abundante, mas reputação continua sendo um ativo escasso. O que leva anos para ser construído não é um texto ou um vídeo, mas a confiança de clientes, parceiros e colaboradores”, explica.

Segundo o especialista, organizações que conquistam credibilidade reduzem o custo de aquisição de clientes, aceleram negociações, fortalecem a fidelização e diminuem a dependência de descontos para vender.

“Empresas confiáveis enfrentam menos resistência comercial, pois reduzem o risco percebido pelo cliente. A confiança torna as decisões mais rápidas e os relacionamentos mais duradouros”, revela Cavalcante.

Os reflexos também aparecem dentro das organizações. Um estudo publicado pela Harvard Business Review, conduzido pelo neuroeconomista Paul Zak, mostrou que profissionais que trabalham em ambientes de alta confiança apresentam 74% menos estresse, 50% mais produtividade, 76% mais engajamento e 40% menos sintomas de burnout. Os dados reforçam que a confiança não influencia apenas as vendas, mas também a eficiência operacional e a capacidade de retenção de talentos.

 Construção da autoridade

Na avaliação de Anderson, essa transformação também muda a forma como a autoridade é construída no mercado. “Autoridade não é fama nem quantidade de seguidores. É a percepção consistente de competência construída ao longo do tempo. Em um ambiente onde qualquer pessoa pode produzir conteúdo com inteligência artificial, a credibilidade passa a ser o verdadeiro diferencial competitivo”, conta.

Para o empresário, o conceito tende a moldar as estratégias das organizações na próxima década. “No século XX, o maior patrimônio das empresas eram suas fábricas. Depois, passaram a ser seus dados. Agora, o ativo mais valioso será a confiança que conseguem inspirar. As empresas mais competitivas não serão necessariamente as que produzem mais conteúdo, mas aquelas que conseguem construir reputação sólida, previsibilidade e credibilidade diante do mercado”, conclui.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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