Tecnologia avança no mercado imobiliário e papel do corretor se torna mais estratégico na hora de fechar negócio

Tecnologia avança no mercado imobiliário e papel do corretor se torna mais estratégico na hora de fechar negócio

Inteligência artificial ganha espaço no setor, enquanto experiência profissional e curadoria continuam relevantes em decisões que envolvem patrimônio

No mercado imobiliário, a inteligência artificial está promovendo uma mudança significativa durante jornada de compra de imóveis. Na Zireh Imóveis, que atua no segmento de alto padrão, recursos tecnológicos são incorporados ao trabalho dos profissionais como apoio à análise e à curadoria. A visão da empresa é de que a tecnologia pode tornar processos mais eficientes, mas decisões que envolvem patrimônio continuam exigindo atendimento personalizado, repertório e conhecimento de mercado.

A digitalização da jornada, no entanto, não reduz a importância da experiência presencial. Pesquisa nacional da Brain Inteligência Estratégica, realizada com cerca de 1.200 consumidores de todas as regiões do país, mostra que 70% consideram que as impressões durante a visita presencial exercem muita influência na decisão de comprar ou alugar um imóvel. Entre entrevistados com renda superior a R$ 20 mil, o índice chega a 73%.

Para Henrique Fukner, diretor administrativo da Zireh Imóveis, os dados ajudam a mostrar que tecnologia e atuação profissional compartilham o mesmo espaço na jornada de compra. “A tecnologia pode organizar informações, identificar padrões, pré-qualificar demandas e nos ajudar a chegar a uma seleção de imóveis mais aderente ao perfil do cliente. Mas uma decisão imobiliária envolve patrimônio, contexto familiar, percepção de valor, liquidez e estratégia. No alto padrão, o papel do corretor de imóveis é ainda mais estratégico”, afirma.

Inteligência artificial, tours imersivos e maquetes digitais permitem antecipar informações, visualizar projetos e direcionar as visitas para imóveis mais próximos dos critérios estabelecidos pelo comprador.

“Se a tecnologia facilita o acesso às informações básicas, o profissional precisa agregar uma leitura que o cliente não encontra apenas em uma plataforma. Isso envolve conhecer o produto, entender o mercado e contextualizar aquela oportunidade dentro dos objetivos de quem está comprando”, explica Fukner.

Experiência

Para Ana Wippel, gerente de Marketing da Zireh Imóveis, a inovação precisa estar relacionada à qualidade da experiência, e não simplesmente à quantidade de ferramentas disponíveis. “Um tour imersivo, uma maquete digital ou uma ferramenta de IA só tem valor quando ajuda o cliente a compreender melhor o produto e tomar uma decisão com mais segurança. Tecnologia sem propósito adiciona complexidade; bem aplicada, aprimora a jornada”, afirma.

De acordo com Ana Wippel, a tendência é de um atendimento cada vez mais híbrido, no qual dados e tecnologia ajudam a identificar preferências, enquanto a interação humana permite compreender aspectos que dificilmente aparecem em filtros tradicionais. “Duas pessoas podem procurar imóveis com a mesma metragem, localização e faixa de valor e terem objetivos completamente diferentes. Uma pode priorizar liquidez e patrimônio; outra, privacidade ou qualidade de vida. A tecnologia ajuda a identificar sinais. O papel do corretor é interpretar esses perfis e permitir uma experiência de compra diferenciada”, conclui.

Crédito da foto: Unsplash

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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