M&A movimenta mais dinheiro no Brasil, mas número de operações recua

M&A movimenta mais dinheiro no Brasil, mas número de operações recua

Nos primeiros 8 meses do ano, mercado de sões e aquisições movimentou mais de R$ 210 bilhões

O mercado brasileiro de fusões e aquisições movimentou R$ 210,7 bilhões em 834 transações até agosto de 2026, segundo o TTR Data, mesmo com uma queda de 31% no número de operações em relação ao mesmo período de 2025. O contraste entre menor volume de negócios e maior capital mobilizado, que avançou 11% no período, aponta para um mercado mais concentrado em transações de maior valor e levanta uma discussão sobre o peso dos riscos envolvidos em cada aquisição.

Para Maria Cláudia, Diretora Jurídica da SWOT Global Consulting e especialista em due diligence, análise de risco contratual e M&A, a mudança aumenta a importância de uma avaliação mais profunda antes do fechamento dos negócios. “Quando o tíquete médio sobe, o custo de um risco não identificado sobe junto. O preço de uma aquisição pode ser negociado em uma sala enquanto os riscos que sustentam esse preço permanecem escondidos em contratos, documentos e registros técnicos”, afirma.

Apenas em agosto, o mercado brasileiro registrou 57 transações que movimentaram R$ 12,6 bilhões.

Negócios internacionais

No cenário internacional, o primeiro semestre de 2026 também apresentou forte movimentação, com US$ 3,2 trilhões em operações de M&A, segundo o J.P. Morgan. Para além da análise financeira e jurídica, a avaliação de ativos, contratos, passivos ambientais, contingências regulatórias e aspectos técnicos de engenharia pode influenciar diretamente a percepção de risco, o preço e as garantias negociadas entre as partes.

A experiência da SWOT Global Consulting em mais de 300 trabalhos de perícia e assistência técnica permite a Maria Cláudia abordar quais riscos costumam passar despercebidos em uma due diligence tradicional e como estruturar análises multidisciplinares em operações de maior porte. “A due diligence deixa de ser uma etapa burocrática quando o valor de cada operação aumenta e passa a ser um dos principais instrumentos para entender se o preço negociado realmente corresponde aos riscos e às condições do negócio”, avalia.

Crédito da imagem: Freepik

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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