Queda do dólar não reflete nos preços dos importados

As cotações do dólar comercial que encerrou a segunda-feira (4) a R$ 1,562 e já acumula este ano uma queda de 11,75%, e baixa de 49% nos últimos quatro anos, não estão se refletindo na mesma proporção nos preços dos produtos importados. Conforme podem observar os consumidores mais atentos, a maioria dos preços de produtos importados permanece impassível á  queda da moeda norte-americana. Alguns seguem estáveis, outros, porém, fazem o caminho inverso, e estão subindo. Importadores e comerciantes atribuem a inflação dos importados á  alta do frete, que, impulsionado pela demanda superaquecida, acumulou nos últimos três meses reajuste de até 218%. Mas não é só isso. O setor também está aproveitando para manter as boas margens de lucro.

Com o comércio exterior mundialmente em crescimento, trazer mercadorias para o país ficou mais caro. A disputa por navios fez o preço do frete disparar. Um dos agravantes são as trocas de mercadorias entre os Estados Unidos e a ásia, retirando navios da rota brasileira. Segundo afirmou ao Jornal Estado de Minas, o diretor-executivo da Domus Ceva Importação e Exportação, Frederico Martini, até maio, ele pagava o equivalente a US$ 410 por contêiner. Hoje a cotação está em US$ 1,3 mil.

No caso de vinhos, a redução nos preços não pode ser notada devido á  carga de impostos que aumentam em cascata. Além do frete, os impostos são muitos e ainda há a substituição tributária. Neste caso, os tributos acabam neutralizando o efeito da queda do dólar.

Soma

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