Ibovespa bate os 61 mil pontos: é hora de vender ações?

Depois de atingir os  69 mil pontos por volta da metade de março, o índice da Bolsa de Valores de São Paulo perdeu o fôlego e vem acumulando queda atrás de queda. Ontem, por exemplo, a bolsa caiu quase 2% e bateu os 61 mil pontos, retornando aos patamares de meados de janeiro. Com essa tendência de queda dando cada vez mais sinais de consolidação, até onde o índice pode chegar?  De acordo com alguns analistas , a expectativa de que o  índice Bovespa busque os 60 mil pontos torna-se cada vez provável. Só este mês, a bolsa já caiu mais de 4%.

Eu conversei com o analista da Omar Camargo Investimentos, Felipe Rocha, e ele me disse que a queda da bolsa brasileira continua sendo motivada por fatores externos, como a crise da Europa e agora mais recentemente sobre as notícias da China, que diminuiu suas importações, e dos Estados Unidos, cujo nível de emprego em março ficou abaixo do esperado. Como a nossa bolsa é dependente de recursos externos, a tendência de queda deve continuar.

No médio prazo, o analista da Omar Camargo prevê que as medidas adotadas recentemente pelo governo brasileiro deverão se refletir nos papéis de empresas de bens de capital, como Marcopolo, Iochpe e Embraer, bem como nas ações de empresas voltadas ao consumo doméstico. No curto prazo, o investidor que não tem medo de riscos, deve continuar investindo em papéis defensivos, ou seja, de empresas ligadas aos serviços de energia elétrica, água e concessão rodoviária, pois mesmo em peíodos de crise, o consumo desses serviços não diminui.

Somente no médio prazo, quando a economia externa mostrar sinais de reação, é que os papéis da Vale e Petrobrás, que hoje respondem por 25% do índice Bovespa, e de empresas ligadas á  exportação voltarão a reagir. E só lembrando que vender ações na baixa é um péssimo negócio.

Soma

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