Ademi/PR defende trabalho integrado e pulverização na venda de títulos para desenvolvimento imobiliário da Linha Verde

Um trabalho integrado de instituições públicas e empresas para a obtenção de resultados no longo prazo. Para o presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi/PR), Gustavo Selig (foto), esta deve ser a tônica da Operação Urbana Consorciada da Linha Verde, programa municipal que pretende estimular os lançamentos imobiliários em torno da via e que deve ser iniciado a partir deste ano. A Linha Verde é a última grande área para desenvolvimento imobiliário vertical em Curitiba. በuma região que tende a se desenvolver, mas ainda é muito carente em infraestrutura e equipamentos públicos”, avalia.

Para Selig, a mobilidade urbana é uma das principais preocupações das construtoras e incorporadoras para a implantação de empreendimentos na região. Se a proposta é promover o adensamento por meio da verticalização, é essencial oferecer á  população acesso ao transporte público e facilidade de deslocamento, com a implantação de trincheiras e viadutos”, defende.

O programa será viabilizado mediante a venda de Certificados de Potencial Adicional de Construção (CEPACs), totalizando 4,83 milhões de títulos, com valor mínimo de R$ 200 e lastreados pela Cá¢mara de Valores Imobiliários (CVI). Os certificados vão permitir a construção de uma área de 4,4 milhões de metros quadrados no eixo Norte-Sul, especialmente para habitação. Esta potencialização poderia ser ampliada para outras áreas da cidade, inclusive com a possibilidade de construção de garagens no subsolo, sem impactos para o potencial construtivo das edificações”, comenta Selig.

Mesmo considerando uma excelente alternativa para a captação de recursos pela prefeitura, o presidente da Ademi/PR não descarta a existência de um mercado secundário de venda dos títulos e defende a pulverização das negociações para minimizar a especulação. Hoje os custos de construção estão muito elevados e, se houver um aumento no valor do potencial para revenda, pode-se frear o desenvolvimento imobiliário na Linha Verde”, analisa Selig.

Soma

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