Envolvimento com comércio global é fundamental para as pequenas empresas
Para as pequenas e médias empresas (PMEs) na América Latina, estar envolvido no comércio global é essencial para o sucesso de seus negócios. Conforme apurado na quinta edição do estudo UPS Business Monitor Latin America (BMLA), 80% dos executivos afirmam que o comércio global tem sido benéfico para o crescimento econômico. O BMLA, encomendado pela UPS, entrevistou mais de 800 executivos de alto nível de pequenas e médias empresas em sete países da região, incluindo o Brasil, apresentando as últimas opiniões, atitudes e práticas dos tomadores de decisão das PMEs da América Latina.
Ao analisar os resultados das edições do BMLA realizadas após a crise de 2008, as PMEs têm identificado oportunidades de crescimento que existem além de suas fronteiras e estão aumentando gradativamente sua participação no comércio global. De acordo com o estudo de 2011, 60% das PMEs está atualmente envolvida no comércio global ou tem planos de fazê-lo no futuro.
“Com base nesses resultados, vemos que o engajamento geral no comércio global é um elemento importante para muitas empresas da região e já notamos isso em nossa atividade local”, afirma Nadir Moreno, Presidente da UPS Brasil. “O governo e os fornecedores devem se unir e simplificar ao máximo os processos, para permitir que as PMEs – uma força vital da economia – continuem crescendo”, afirma Nadir. Além disso, os resultados revelam que metade dos entrevistados acredita que seu negócio está melhor hoje do que há um ano, enquanto 60 % está confiante de que, em 12 meses, suas empresas estarão melhor financeiramente. Os resultados da mais recente edição do BMLA demonstram que as PMEs latino-americanas estão ansiosas para continuar a desenvolver os seus negócios em 2012″, disse Romaine Seguin, presidente da UPS para a Região das Américas. Conforme observado no estudo, quase 63% dos donos de empresas de capital fechado está otimista sobre o desempenho econômico da região. A Colômbia (68%) obteve o melhor nível de otimismo de todos os países pesquisados, seguida por Chile (58%) e México (54%).
De acordo com Eduardo Gamarra, professor de política latino-americana e caribenha na Florida International University, estes resultados “mostram que os executivos da região ainda estão um pouco otimistas sobre o futuro e isso se deve provavelmente ao fato de que suas economias não sentiram o impacto todo da crise econômica global”.
Embora exista uma perspectiva muito positiva para o crescimento dos negócios, os executivos das PMEs enfrentam alguns problemas. Enquanto os brasileiros classificaram encontrar e reter funcionários qualificados como principal preocupação, os argentinos mencionaram o aumento nos custos do trabalho como seu principal problema.
As PMEs enfrentam vários obstáculos quando se trata também de expandir seus negócios globalmente. Dentre os países pesquisados, 90% identificou a confiabilidade em fornecedores estrangeiros como o problema que mais tem afetado seus negócios nos últimos cinco anos. Além disso, impostos sobre importações e exportações foram apontados como a principal barreira para a expansão global.
Como resultado, os executivos entrevistados não têm uma perspectiva positiva em relação ao crescimento das exportações em 2012. Trinta e três por cento considera que as exportações de suas empresas permanecerão no mesmo nível e 30% acredita que irão diminuir sutilmente. Apenas 5% acredita que as atividades de exportação irão crescer um pouco.
Construção, tecnologia e serviços foram identificados como as indústrias com maior oportunidade de crescimento pelos executivos entrevistados na América Latina. No entanto, quando comparado com os resultados do estudo de 2010, a opinião de que construção e tecnologia são os setores com mais oportunidades de crescimento diminuiu 5 e 15 %, respectivamente, enquanto serviços aumentou 10%.








