Preocupação com desemprego faz cair confiança do consumidor em junho
A confiança do consumidor brasileiro caiu 1,7% em junho na comparação com maio, de acordo com a pesquisa ándice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada nesta segunda-feira (2). O índice recuou de 114,6 para 112,6 de um mês para o outro, devido principalmente a uma preocupação maior com o desemprego e com uma situação financeira mais desfavorável, dois dos seis componentes do INEC.
O indicador voltou ao mesmo patamar verificado entre os meses de abril de 2011 e abril deste ano. A queda em junho não é motivo de preocupação, uma vez que o indicador continua num patamar elevado, o mesmo verificado nos últimos 12 meses, mas demonstra claramente que o aumento de abril para maio, de 113 para 114,6, foi incomum, um ponto fora da curvaâ€, afirmou o economista da CNI Marcelo Azevedo. O indicador que mede a expectativa em relação á manutenção do emprego teve uma queda de 7,8% de maio, quando mediu 135,2, para junho, quando ficou em 124,6. Foi forte esse aumento em relação ao medo do desemprego, chamando a atenção. Apesar disso, o indicador continua na média dos últimos 12 mesesâ€, esclareceu Azevedo.
O índice que mede a situação financeira dos brasileiros retomou a trajetória de queda, que havia sido interrompida em maio. O indicador recuou 3%, de 114,4 para 111 (os indicadores do INEC são de base fixa, que é a média do ano de 2001). Foi a quarta queda no ano, o que levou o indicador a registrar o menor patamar desde setembro de 2009. A avaliação do consumidor em relação á sua própria situação financeira está bastante negativaâ€, diagnosticou o economista da CNI.
A preocupação do brasileiro com os preços da economia também voltou a aumentar. O índice que mede a expectativa de inflação recuou 1,5%, de 144,2 para 112,5 (segundo a metodologia do INEC, quanto maiores os indicadores, melhores as percepções dos entrevistados sobre determinado aspecto). Não é preocupante porque a expectativa de inflação teve a primeira piora em seis meses, depois de cinco altas seguidas, e está num patamar elevadoâ€, explicou Azevedo.








