Especialistas ensinam em Curitiba como startups podem ser opção para empreender
Ao contrário das empresas tradicionais, que se apoiam nas estratégias e nas lições de negócios já existentes, uma startup caracteriza-se por uma ideia completamente nova. Por isso, nem sempre somente o plano de negócio é suficiente para se pensar a gestão da pequena empresa recém-criada. Inovadoras, as startups criam soluções para problemas comuns. Para auxiliar empreendedores de Curitiba e Região a descobrirem o chamado ‘ponto de escala’, os especialistas Felipe Matos (foto), Rafael Duton e João Zaratine compartilharam experiências com os participantes do Startup Club, realizado na Capital, na última quarta-feira (4). O evento, iniciativa de um grupo de empresários independentes, teve o apoio do Sebrae/PR e aconteceu na Universidade Positivo.
Sócio-fundador do Instituto Inovação, Felipe Matos explicou que startups são sinônimos de incerteza e que é um erro não assumir as premissas do novo negócio como hipóteses. “Uma boa dica é testar antes e durante o desenvolvimento da solução fazendo validações, corte de funcionalidades para ganhar assim, dinheiro, tempo e assertividade nas decisões”, recomendou. O especialista apresentou ferramentas e processos que podem ajudar a estruturar uma startup como Método ágil, Build Measure Learn, Landing Page, Business Model Canvas e Minimum Viable Product (MVP).
Depois de quebrar duas empresas, Rafael Duton, um dos sócios-fundadores da aceleradora de empresas 21 212, aprendeu uma lição: não embarque em um negócio que não tenha total domínio. Para ele, uma startup exige dedicação integral. “Antes de buscar recursos, aprenda que não se deve avaliar ideias isoladamente. A ideia deve parecer louca e boa, com possibilidade de angariar recursos. Para executá-la, será preciso um bom time de pessoas.” Duton também aconselha que o empreendedor de startup busque ferramentas avançadas de suporte como incubadoras, programas de fomento e bootstrappin (metáfora bastante difundida para a inicialização de sistemas). De acordo com o empresário, uma aceleradora objetiva conduzir a startupa um estágio de crescimento escalado propício a receber investimentos consistente. “Aceleradoras ajudam startups a aprimorarem o modelo de negócio e a otimizar a captação de clientes, entre outras coisas. Ao contrário de uma incubadora, são voltadas especificamente para o mercado, portanto buscam empresas que já tenham seus times e projetos montados para serem acelerados”, esclareceu Duton.
João Zaratine, do ContaAzul, atua com uma metodologia para desenvolvimento de startups baseada no design de interação e na geração de hipóteses para solucionar problemas. “Nessa tarefa, é importante achar o ponto de equilíbrio entre o custo e o benefício”, comentou.
Rainer Junges, gerente da Unidade de Desenvolvimento de Soluções do Sebrae/PR, considera que asstartups são importantes porque têm grande potencial de desenvolvimento de uma economia, em razão da possibilidade de escala. Na avaliação dele, esse novo modelo de negócio está muito ligado ao conceito de economia criativa. “Uma empresa pode tornar-se global rapidamente e gerar grande impacto na economia pela capacidade de alavancagem e geração de valor agregado.”
O gerente avalia que o empreendedor de startup é muito mais orientado para a busca de soluções de problemas que o empresário tradicional. “O empreendedor de startup não está disposto a repetir um modelo de negócios. Como seu modelo de negócio é inovador e não há referencial para se amparar, necessita de ferramentas de gestão que sejam também inovadoras”, explicou Rainer Junges.








