Para competir mais, empresas precisam investir na melhoria de processos e qualidade

Para discutir o que está interferindo na competitividade das empresas brasileiras e quais as medidas que podem ser adotadas, especialistas participarão do Painel Competitividade da Indústria, que acontecerá no Open S.A. – Congresso e Feira das Oportunidades Empresariais, evento da Messe Brasil e Faciap (Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná), que será realizado entre os dias 7 e 10 de agosto, em Curitiba. Para o consultor da Aência de Fomento do Estado do Paraná e um dos palestrantes convidados, João Alberto Magro, as empresas podem se tornar competitivas seguindo normas técnicas, evitando desperdícios e buscando a qualidade. በhora de reforçar nossas vantagens competitivas e corrigir as falhas, além de investir em melhoria de processos, tecnologia e capacitação profissional”, afirma o consultor.

As empresas devem desenvolver soluções e programas para melhorar a gestão e produção, como explica o sócio da Pricewaterhouse Coopers, Paulo Petroni, que também participará do Painel. በnecessário fazer revisão e implantação de planos estratégicos, programas de redução de custos e otimização logística, gestão de mudanças organizacionais, soluções sistêmicas, além de alianças empresariais”, conta. De acordo com os palestrantes, tudo isso é possível mesmo em um momento de crise financeira internacional. Além dos riscos não percebidos, como em toda crise, surgem também novas oportunidades. Cabe aos empresários reforçar os pontos positivos e neutralizar os aspectos negativos para melhor utilizar a capacidade instalada e aumentar o valor agregado de nossos produtos”, avalia João Alberto Magro.

Segundo o presidente do presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/PR, Jefferson Nogaroli (foto), outro palestrante do Painel, a competitividade deve ser entendida como a resultante da interação de três esferas da produção. O microeconômico, que é referente á  empresa e sobre total controle do empresário; o meso, que é o ambiente competitivo da empresa, o segmento no qual ela está inserida; e o macroeconômico, entendido como aquelas variáveis que afetam o ambiente de negócios como um todo, sendo seu controle quase que totalmente externo”, pontua.

Uma dessas variáveis, muito reclamada pelos empresários, é a carga tributária brasileira. Para falar mais sobre o assunto, também estará presente Carlos Schneider, coordenador do Movimento Brasil Eficiente, que reúne o setor produtivo nacional, federações empresariais, empresas de segmentos variados, trabalhadores, profissionais liberais e a sociedade civil em torno de uma proposta de reformulação fiscal e tributária. Nós propomos um roteiro de ação capaz de conduzir o crescimento econômico e a geração de empregos á  média decenal de 6% ao ano, praticamente dobrando a renda per capita da população em 2020. Isso será possível, desde que a carga tributária caia para patamares de 30% do PIB ao fim da década”, avalia.

O Painel Competitividade da Indústria acontece dia 9 de agosto, a partir das 17h45, na Expo Unimed Curitiba. Após as palestras, os participantes poderão debater os temas com os painelistas.

Soma

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