Sistema Fiep e Klabin discutem parcerias para o maior investimento privado da história do Paraná
O diretor industrial da unidade da Klabin em Telêmaco Borba, Arthur Canhisares, destacou a importá¢ncia das parcerias para viabilizar o projeto da empresa. Este é um projeto grande, de muita responsabilidade, e deve estar bem alinhado. Precisamos do apoio do Sistema Fiep, do poder público e de toda a comunidadeâ€, disse. Canhisares lembrou que o Sistema Fiep, principalmente por meio do Senai e do Sesi, já participou com vários serviços no processo de ampliação da fábrica da Klabin em Telêmaco Borba, entre 2006 e 2008. Além disso, mantém permanentemente parcerias principalmente na capacitação de mão de obra e serviços de saúde e segurança.
Agora, no novo projeto, a empresa busca uma maior aproximação com a entidade. As conversas mais avançadas são com o Senai, que já apresentou a proposta de um programa de capacitação para os trabalhadores que atuarão na construção da unidade. Precisamos capacitar todo o pessoal que vai trabalhar no canteiro de obras e também preparar com antecedência os trabalhadores que vão atuar na operação da unidadeâ€, afirmou o diretor de Recursos Humanos da Klabin, Sergio Piza. Além disso, o Sesi colocou á disposição seus serviços de saúde, segurança e lazer voltados para o trabalhador, além de consultorias para a elaboração de projetos sociais que serão implantados pela empresa.
O presidente da Fiep também apresentou aos diretores da Klabin o programa Cuide-se + Ame-seâ€, lançado este mês pelo Sesi. O projeto busca, por meio da educação e da prevenção, soluções para melhorar a qualidade de vida do trabalhador e de sua família. Um de seus principais eixos é a prevenção ao uso de álcool e drogas. Pela dimensão a diversidade de trabalhadores que atuarão no novo projeto da Klabin, o programa pode ser importante na prevenção desses problemasâ€, afirmou Campagnolo.
A busca por parcerias se deve ao tamanho do desafio da empresa. Pelo projeto, a Klabin vai investir R$ 6,8 bilhões para a construção de uma fábrica que vai ocupar uma área de 200 hectares em Ortigueira. O empreendimento deve ser iniciado até o fim de 2012, com a previsão de ser concluído em dois anos. No pico das obras, trabalharão diretamente no canteiro até 8 mil pessoas, que serão abrigadas em espaços residenciais construídos especialmente para essa finalidade. O início da operação da unidade está previsto para o fim de 2014, com a expectativa de que produza até 1,5 milhão de tonelada de celulose por ano. A produção será voltada, em grande parte, para um tipo de celulose de fibra longa que atualmente não é fabricada no Brasil, utilizada na fabricação de fraldas descartáveis. Quando em operação, a fábrica vai empregar diretamente entre 600 e 700 trabalhadores. Além disso, outras 800 pessoas trabalharão nas florestas nos municípios vizinhos á unidade, que fornecerão a madeira para a fabricação da celulose.
Os diretores da Klabin ressaltam que o novo empreendimento leva em conta todo o impacto que vai causar em Ortigueira e outros municípios. Tanto que já contratou uma consultoria para realizar um levantamento social da região, que vai auxiliar na definição de projetos a serem desenvolvidos com a comunidade. O empreendimento também terá inovações sustentáveis. Uma delas é que a unidade terá um sistema de geração de energia próprio, que não apenas atenderá todo o consumo interno, como também vai gerar excedentes. A energia que será gerada na fábrica poderia abastecer uma cidade de até 1 milhão de habitantesâ€, explica o gerente financeiro e administrativo do projeto da Klabin, Douglas Dalmasi.
Crédito da foto: Mauro Frasson/Fiep








