Cresce procura por espaços compartilhados no setor de logística

Há 15 anos, o primeiro condomínio logístico do Brasil era construído em São Paulo. Hoje, segundo levantamento da Colliers International, já são quase 100 empreendimentos com padrão A desse tipo em todo o País. No primeiro trimestre de 2012, segundo o mesmo estudo, o inventário de áreas em condomínios chegou a cerca de 6 milhões de metros quadrados, quase o dobro do que havia dois anos antes. Esse número evidencia uma tendência no mercado de infraestrutura logística, explica o presidente da Capital Realty, empresa especializada na implantação de armazéns e condomínios logísticos, Rodrigo Demeterco (foto). O que estamos vendo é a transição de um modelo focado em armazéns isolados para outro, no qual cada vez mais empresas buscam instalar suas operações em espaços compartilhados”, afirma o executivo, que pôde ver a alteração na prática. Há 13 anos, quando entramos no mercado de terceirização imobiliária, nosso foco era a implantação de armazéns dedicados. Hoje, a maior parte dos nossos clientes estão instalados em condomínios logísticos. Esse tipo de empreendimento já representa a maior parte dos nossos novos investimentos”.

Para Demeterco, a relação custo-benefício é o que mais atrai empresas para centros logísticos. Os custos de portaria, segurança e manutenção de áreas comuns, por exemplo, são compartilhados entre os ocupantes. Isso faz com que a empresa tenha acesso a serviços de excelência pagando apenas uma fração do valor”, explica. Além disso, é possível utilizar instalações modernas, á s margens de rodovias, sem imobilizar o capital, pois o espaço já está pronto para ocupação.

Outra vantagem, aponta o empresário, é a flexibilidade de ocupação. Em um mesmo condomínio, é possível utilizar um armazém inteiro ou um módulo menor”, diz. Para o executivo, isso faz com que os centros logísticos estejam aptos a atender necessidades de empresas de diferentes portes e setores. No começo, a aceitação por este tipo de imóvel era maior entre empresas multinacionais, que já conheciam o modelo em países desenvolvidos. Hoje, porém, o perfil é mais variável e inclui desde grandes varejistas nacionais até empresas de menor porte.”

Na opinião de Rodrigo Demeterco, o ritmo de procura por espaços compartilhados, em relação aos isolados, deve aumentar ainda mais nos próximos anos. Outra tendência, segundo o empresário, é o aumento ainda mais expressivo da procura por condomínios fora da região Sudeste, onde atualmente está a maioria dos centros logísticos. ”Empresas que concentravam suas operações em São Paulo buscam ter CDs próximos a novos polos de consumo, como o Sul e o Nordeste. E, para expandir as operações com rapidez e qualidade, os condomínios são a melhor opção.”

Soma

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