Mercado brasileiro é fechado á importação de vestuário
O estudo também atualiza a participação dos importados comercializados no varejo nacional como um todo, que era de 9,3% e deverá ser este ano de 13,8%. Este dado ainda caracteriza o mercado nacional como fechado. O total de participação de vestuário importado na economia nacional está bem abaixo dos patamares de importações considerados salutares para outras economias (de 25% a 30%) e que não trazem danos á s indústrias locais, ao contrário, motivam a competitividade e ajudam no controle da inflaçãoâ€, comenta a Associação.
Outro aspecto analisado pelo estudo do IEMI é a evolução das importações. Percebe-se que o crescimento em valores foi bem superior do que em peças, pois grande parte dos produtos estrangeiros possuem valores agregados, relacionados á inovação. Por vezes, o item importado é até mais caro que o nacional, o que refuta acusações de setores da indústria de que o produto importado é mais baratoâ€. Para a Abvtex, não é viável importar artigos similares aos produzidos no País, pois vender muitos produtos com a mesma caracteística não desperta o interesse do consumidor e diminui o faturamento por metro quadrado.
Por atender os anseios do consumidor, as redes de varejo são favoráveis á modernização da indústria têxtil nacional, que hoje se mostra incapaz de atender a determinadas demandas, por não deter a tecnologia nem os materiais encontrados em outros países. Outro problema é a grande pulverização do setor, formado por pequenas confecções muitas vezes familiares: 70% das indústrias de vestuário brasileiras são de pequeno porte, com menos de 20 funcionários. Ou seja, não produzem em larga escala e terceirizam o trabalho. Em 2011, a indústria de vestuário nacional produziu 6,3 bilhões de peças. Foi o segundo melhor ano de sua história, de acordo com o IEMI. O dado também refuta informações de que a indústria de confecções sofre um processo de desindustrialização há alguns anosâ€.








