Madeireira paranaense instala indústria em Santa Catarina

A Berneck S/A Papéis e Serrados, gigante do setor madeireiro do Paraná, optou pelo município de Curitibanos, em Santa Catarina, para instalar uma nova indústria de MDF, uma serraria para pinus e uma unidade de co-geração de vapor e energia elétrica em sua primeira fase. Na segunda fase, está prevista uma nova linha de painéis do tipo MDP.

A opção por Santa Catarina, segundo informações da gerente de Marketing da Berneck, Graça Berneck, se deveu a um estudo realizado sobre a oferta de madeira, que concluiu que não há madeira suficiente no Paraná para suportar mais uma fábrica com o porte da que a Berneck está instalando em Curitibanos. Os estudos aconteceram em diversos estados e a empresa optou por Curitibanos por ser uma região com grande oferta de matéria prima.

A nova unidade da empresa paranaense ocupará uma área de 1 milhão de metros quadrados, a 5 quilômetros de Curitibanos. A planta contará inicialmente com 85 mil metros quadrados de área construída. Serão criados 350 empregos diretos e mais de 2 mil indiretos, valorizando sempre a mão de obra local.

A Berneck começa agora a fechar parcerias para o fornecimento de maquinários. Após meses de negociações com diversos fornecedores, a Berneck firmou contrato na última sexta-feira (29) com a Siempelkamp, líder mundial no segmento, para compra da prensa contínua para a linha de MDF, que será a segunda maior do Brasil com início previsto para o segundo semestre de 2010.

Assim como já ocorre na unidade de Araucária, a fábrica de Curitibanos contará com uma unidade de co-geração de energia elétrica (já negociada e comprada), através de biomassa, parte dos resíduos da própria indústria. Segundo Gilson Berneck, diretor presidente da empresa, o projeto de Santa Catarina é de escala mundial e completo. Isso porque aproveitará 100% do que a floresta produz, como a biomassa para a co-geração de energia, toras finas para os processos MDF e MDP, toras grossas para serraria e o resíduo da serraria (cavacos) também será matéria-prima para o MDF e futuramente o MDP. Essa energia vai suprir em 50% a necessidade da unidade, resultando em menor consumo de combustível de origem fóssil.

Soma

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