A alta do dólar já reflete no caixa das empresas e no bolso dos consumidores
Depois de se manter na casa de R$ 1,60 e R$ 1,80 de janeiro de 2010 até maio de 2012, os preços do dólar iniciaram uma corrida de alta e este mês bateram a casa de R$ 2,15, isso no câmbio comercial. No turismo, o dólar abriu esta quinta-feira (13) cotado a R$ 2,21. No comercial, a moeda norte-americana iniciou o dia negociada a R$ 2,14.
A valorização do dólar em relação ao real, que este ano chega a 5,35%, já começa a ser sentida no bolso dos consumidores. No caso dos pacotes de viagens internacionais, eles são os primeiros a serem afetados pelas variações cambiais. Os eletroeletrônicos importados também são reajustados imediatamente. E o aumento também é repassado para os aparelhos fabricados no Brasil, pois utilizam componentes que vem do exterior.
Em algumas semanas, os fabricantes de alimentos e os varejistas devem repassar a variação de preços do dólar para os alimentos importados ou cuja matéria-prima vem de outros países. Em 30 dias, os itens de limpeza devem sofrer aumento, já que boa parte dos insumos de fabricação é importada.
Já as roupas devem subir somente dentro de seis meses. Agora no inverno o aumento não acontecerá, porque os produtos da estação já foram comprados e ficaram fora da alta do dólar, mas as próximas coleções certamente virão com novos preços.
Enquanto a alta do dólar beneficia os nossos exportadores, com esse cenário, a solução para as empresas importadoras é optar pela compra de produtos da indústria brasileira para não pagar mais caro, ou seja, dessa forma ajudarão a movimentar o consumo dos produtos fabricados aqui, possibilitando a manutenção dos empregos e o consequente aquecimento da economia.
vale lembrar que vários fatores têm contribuído para a alta do dólar, como a divulgação do fim do estímulo do banco central dos Estados Unidos, que injeta mensalmente US$ 85 bilhões no mercado, bem como o discurso do Ministro da Fazenda do Brasil dizendo que o câmbio não seria um instrumento de controle da inflação, e que a alta do dólar seria positiva para as exportações brasileiras. Uma medida tomada pelo governo para frear a alta do dólar foi a redução da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 6% para zero referente ao ingresso de capital estrangeiro em aplicações de renda fixa, o que pode trazer mais dólares para o país.








