Abimaq luta pela desoneração da cadeia produtiva de máquinas e equipamentos
O atual cenário vivenciado pela indústria nacional estará em pauta nessa segunda-feira (17), em jantar que reunirá lideranças políticas, empresariais, representantes do governo do Paraná e do município de Curitiba. O debate é uma promoção da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que estará representada pelo seu presidente nacional, Luiz Aubert Neto (foto) e pela sua diretoria regional. O evento será realizado a partir das 19h30, no Hotel Deville Rayon. O encontro que reunirá a bancada de parlamentares também dá prosseguimento a uma campanha nacional da Abimaq, cujo objetivo é lutar pela desoneração da cadeia produtiva de máquinas e equipamentos, que representam mais de 50% do Custo Brasil que onera o setor.
Luiz Aubert Neto diz que está em curso no país “um avassalador processo de desindustrialização”. A indústria nacional, de acordo com o dirigente, é obrigada a conviver com o que ele define como “o tripé do mal” (câmbio, tributo e juros), situação que, “leva à perda de competitividade e a invasão de máquinas importadas”. Para reverter esse quadro, Aubert Neto sugere políticas que ataquem as questões estruturais. E faz uma comparação com o setor agrícola: “a exemplo do setor agrícola é preciso construir uma política industrial voltada à ampliação de investimentos que impulsionem a produtividade no setor industrial”.
Ainda em relação ao setor de máquinas e implementos agrícolas, Aubert Neto acrescentou que, essa é uma área que vive um momento de “plena produção, fruto de eficaz política agrícola, que empurra o agronegócio brasileiro”. Prova disso, é que o volume de negócios para o financiamento rural bateu em R$ 136 milhões, segundo indicadores levantados pela Abimaq.
O presidente acrescenta que, “não podemos é nos resignarmos, por exemplo, a ser um dos maiores produtores de café do mundo e, ao mesmo tempo, ver a Alemanha (que não possui um pé de café sequer) ser a maior exportadora de café industrializado do planeta”. “Caminhos existem desde que haja vontade política e, consequentemente, uma Política Industrial bem estruturada”, afirma Aubert.







