905 mil empresas abriram as portas no 1º semestre do ano

empresas-aberturaNo primeiro semestre de 2013 foram criadas e passaram a funcionar dentro do território nacional, 905.468 novas empresas, representando um avanço de 1,39% frente ao total de novas empresas surgidas durante o primeiro semestre de 2012 (893.034), sendo também maior que os totais registrados durantes os seis primeiros meses de 2011 (794.179 novas empresas) e 2010 (693.146 novas empresas). As informações são do Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas divulgado nesta quarta-feira (31). De acordo com os economistas da Serasa Experian, mesmo com a atividade econômica fraca e a inflação alta no 1º semestre, os empresários de micro e pequenas empresas continuam confiantes em abrir seu próprio negócio. A estatística de nascimento de empresas desses portes é crescente, incluindo os MEIs, que são a maioria dos novos negócios.

A expansão do segmento de serviços é natural diante da perda de fôlego do varejo entre as micro e pequenas empresas, dada a grande concorrência do segmento, inclusive nos meios eletrônicos. Mais, nos serviços o capital exigido para composição de estoque é muito menor que no comércio. Já os MEIs têm nas cinco principais preferências de negócio duas opções por varejo, que representam 20% dos ramos de atividades, e três por serviços. Para o 2º semestre, o maior desafio para os micro e pequenos negócios será a continuidade da elevação dos juros, que já encarece o crédito e o torna mais seletivo.

Conforme apontado pelo estudo, das 905.468 novas empresas criadas no primeiro semestre de 2013, 614.972 (68% do total) foram de Microempreendedores Individuais (MEIs), 112.148 (12% do total) foram de Empresas Individuais, 128.983 (14% do total) foram de Sociedades Limitadas e, por fim, 49.365 (5% do total) foram de empresas de outras naturezas jurídicas. É importante notar que a participação dos Microempreendedores Individuais (MEIs) no conjunto de empresas que a cada mês surgem no país vem aumentando progressivamente, respondendo hoje por cerca de 2/3 do total.

O Sudeste é a região onde ocorreu o maior número de empresas abertas durante o primeiro semestre de 2013: 449.801 empresas, 49,68% do total. Em seguida aparece a Região Nordeste com 163.733 empresas (18,08% do total). Na Região Sul foram criadas 152.378 empresas nos primeiros seis meses de 2013 (16,83% do total) e no Centro-Oeste surgiram 88.444 empresas (9,77% do total) durante o primeiro semestre de 2013. Por fim, houve a criação de 51.113 (5,64% do total) empresas na Região Norte no primeiro semestre deste ano.

A Região Sul registrou o maior aumento no nascimento de empresas durante o primeiro semestre de 2013 na comparação com o mesmo período do ano passado (alta de 4,3%), seguida de Norte e Nordeste (ambas com aumento de 1,9%), Centro-Oeste (1,3%) e Sudeste (0,2%).

É no setor de serviços que está a maior concentração do número de empresas criadas durante o primeiro semestre de 2013: foram 524.540 empresas de serviços que abriram suas portas, representando 58% do total. Em seguida, foram abertas 291.920 empresas comerciais (32% do total) no acumulado dos seis primeiros meses de 2013 e, no setor industrial, surgiram 73.498 empresas (8% do total) neste mesmo período. Ainda foram criadas 15.510 empresas de outros setores (setor primário, financeiro, terceiro setor etc.) no primeiro trimestre deste ano.

Ao longo destes últimos quatro anos, tem crescido a participação das empresas de serviços no total de empresas que nascem no país. Esta participação aumentou 5 pontos percentuais entre o primeiro semestre de 2010 (53% do total) e o primeiro semestre de 2013 (58% do total).
Por outro lado, a participação do setor comercial de empresas que surgem no país tem recuado nestes últimos anos (de 35% no 1º semestre de 2010 para 32% no 1º semestre de 2013), ao passo que a participação das novas empresas industriais vem se mantendo estável, na casa dos 8%.

Desde a sua criação pela Lei Complementar 128/2008, a participação dos Microempreendedores Individuais (MEIs) tem crescido dentro do universo de novas empresas que são constituídas no país, respondendo hoje por cerca de 2/3 do total. Assim, é relevante identificarmos quais ramos de atuação concentram as maiores taxas de surgimento de Microempreendedores Individuais (MEIs).

Os dados mostram que dos 614.972 Microempreendedores Individuais (MEIs) surgidos no primeiro semestre de 2013, 70.924 foram do ramo de comércio de confecções em geral (11,5% do total dos MEIs), seguidos por 57.656 novos MEIs do ramo de serviços de higiene e de embelezamento pessoal (9,3% do total). Logo abaixo, houve a criação de 55.207 novos MEIs no ramo de reparação e manutenção de prédios e instalações elétricas (8,9% do total) e de 55.152 novos MEIs de serviços de alimentação (8,9% do total). Vale notar que estes quatro ramos concentraram quase 40% de todos os MEIs criados durante o primeiro semestre de 2013.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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