Legislação livra governo de indenizar comerciantes prejudicados em manifestações

lojas-manifestantesDesde que começaram as manifestações pelo País, pessoas infiltradas entre os manifestantes, quebraram vidros de lojas e de agências bancária, destruíram carros em concessionárias, picharam e saquearam bancas de jornais enquanto ocupavam as vias. Mas o que o empresário, dono desses imóveis, pode fazer contra o Estado para recuperar os valores perdidos com o vandalismo? Nada.

“Como regra geral no País, o prejudicado não tem respaldo jurídico para pedir ressarcimento. Isso porque se o juiz entender que o ato se encaixa do resultado de uma manifestação popular, não há como recorrer, apenas assumir as consequências. Mas quando o tema cai em omissão de segurança pública, ou seja, entraram naquela loja em determinada situação apenas, aí pode ser que exista a indenização”, explicou Roberto Baldacci, professor de direito Público do Damásio Educacional.

Segundo o especialista, há uma linha tênue entre essas definições, mas são “raríssimas” as oportunidades que o governo é condenado a indenizar nestes casos. “O governo pode dizer que não tinha reserva possível para esses casos e a Justiça geralmente entende que não é devido o ressarcimento”, disse Baldacci.

Para deixar mais clara a lacuna que existe na legislação brasileira acerca do tema, ele comparou com um detento que foge da penitenciária. “Se o preso é agredido la dentro por um colega de cela, por exemplo, pode conseguir indenização do Estado. Mas se ele sai às ruas, foragido, rouba ou violenta alguém, essa vítima não tem direito de pedir o mesmo ressarcimento”, contou.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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