O que os empresários devem fazer para não misturar o seu patrimônio com o da sua empresa
Entre as principais regras para o sucesso de um negócio está aquela que diz que deve haver a completa separação do patrimônio da pessoa física do sócio e o da empresa. Acontece que por mais que essa regra seja conhecida pelos empresários, é muito comum encontrar hoje essa mistura de patrimônios. Aliás, isso não ocorre apenas nos pequenos negócios. Grandes empresas têm abordado o tema ao construírem seus sistemas de governança corporativa.
Para evitar que o patrimônio de empresas e de sócios se misture, o administrador e consultor de empresas, Vagner Miranda Rocha, cita alguns pontos que devem ser seguidos por empreendedores, donos ou gestores de pequenas, médias ou grandes empresas. O primeiro diz respeito à remuneração. Ou seja, a retirada mensal do dono da empresa deve ser compatível com a capacidade financeira da corporação e deve se aproximar do valor que é pago a um profissional que exerce funções semelhantes no mercado.
No caso dos bens da empresa, eles devem ser de uso comum dos funcionários e úteis para a execução dos trabalhos. Nada de comprar itens apenas para satisfazer o ego de seus donos.
Sobre o horário de trabalho, o proprietário da empresa deve estabelecer uma rotina que atenda aos interesses da companhia, evitando marcar compromissos pessoais em horário comercial e, da mesma forma, procurar não trabalhar em horas de lazer.
Quanto às transações financeiras, os recursos provenientes de empréstimos e despesas feitas em nome da empresa devem ser utilizados no desenvolvimento das atividades do negócio. Nunca usar cartões corporativos para sanar despesas pessoais.
Por último, as compras e vendas feitas pela empresa devem ter como parâmetro os preços e práticas do mercado. Nada de ter fornecedores que cobram mais caro sem oferecer um benefício elevado em troca. O empresário também não deve vender mais barato aos amigos, sacrificando a lucratividade e, principalmente, a sustentabilidade da empresa.








