Condomínios com autogestão correm mais riscos

condomínioA administração de um condomínio engloba uma série de obrigações, como o pagamento de contas, impostos, recolhimento da taxa condominial, emissão de boletos, entre outras. A falta de acompanhamento adequado pode trazer sérios transtornos ao síndico e também aos moradores. Apesar de a despesa com uma administradora de condomínio representar cerca de 5% do gasto total dos prédios, a autogestão pode ser ainda mais perigosa.

De acordo com o advogado especialista em Direito Imobiliário e sócio do escritório Karpat Sociedade de Advogados, Rodrigo Karpat, à primeira vista, pode parecer benéfico não contratar uma administradora. “Com a gestão interna, a solução dos problemas aparenta ser mais rápida e prática, uma vez que os gestores são os próprios síndicos e conselheiros”. Mas a autogestão não conta com assessoria administrativa, jurídica, contábil e financeira, o que pode representar grande risco. “A margem de erro aumenta de forma exponencial. Os balancetes de contabilidade, por exemplo, dificilmente estarão nos padrões internacionais. No caso de uma auditoria externa, isso pode ser extremamente perigoso”, afirma o advogado.

Rodrigo Karpat alerta que o condomínio fica mais propenso a fraudes na autogestão. “Problemas financeiros acabam, muitas vezes, com ações judiciais contra os gestores, resultando em valores exorbitantes para corrigir os problemas gerados. Inicialmente, o que representaria uma economia, acaba se tornando uma grande dor de cabeça”, orienta.

Na opinião do especialista, o mais recomendável ainda é a contratação de uma administradora. “Por mais que existam vícios e problemas neste formato, a segurança do condomínio é maior”, diz. Segundo ele, há mecanismos de controle dessas empresas para tornar a gestão mais segura, como realização de auditoria independente; acompanhamento dos trabalhos da administradora por parte dos síndicos; elaboração de contrato com cláusula de rescisão de 30 dias; observância dos valores de tarifas apresentados pela empresa; contratação de departamento jurídico independente e até mesmo, se cabível, o auxílio de um síndico profissional.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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