Custos industriais sobem 2% no segundo trimestre

gráfico alta2O Indicador de Custos Industriais aumentou 2% no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. A desaceleração no ritmo de crescimento do indicador é resultado, especialmente, da queda dos custos com energia elétrica, capital de giro e tributos, informa o indicador divulgado nesta sexta-feira, 6 de setembro, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O custo com energia elétrica caiu 16,1%, o com capital de giro recuou 5,7% e o com tributos teve queda de 5,3%.

O Indicador de Custos Industriais é composto por Custo de Produção, Custo de Capital de Giro e Custo Tributário. De acordo com a CNI, o custo de produção – formado pelos custos com insumos, energia e pessoal – cresceu 4,9% no segundo trimestre na comparação com igual período de 2012. Foi a menor alta desde o primeiro trimestre de 2012.

“Parte significativa dessa desaceleração deve-se à queda de 10,5% no custo com energia”, diz a CNI. Essa queda só não foi maior por causa do aumento de 10,6% do óleo combustível. O custo de energia é formado por energia elétrica e óleo combustível. O custo de produção também foi pressionado pelo aumento de 4,3% nos insumos nacionais e de 4,9% nos importados. Além disso, as despesas com pessoal cresceram 10,1% no segundo trimestre frente ao mesmo período do ano passado.

O indicador mostra ainda que o aumento dos juros diminuiu o ritmo de redução do Custo de Capital de Giro. No segundo trimestre, a queda foi de 5,7% frente ao mesmo período de 2012. Nos trimestres anteriores, as quedas foram superiores a 20%.

Pela primeira vez desde o início de 2010, o Custo Tributário caiu 5,3% no segundo trimestre em relação ao mesmo período de 2012. A queda é resultado das medidas de estímulo ao consumo e à competitividade, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e a desoneração da folha de pagamento. “A redução só não foi maior devido ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que manteve-se em crescimento”, afirma a CNI.
Os preços dos produtos industrializados subiram 5,4% no trimestre em relação a igual período de 2012. Esse aumento, superior à evolução dos custos, ajudou a indústria a recompor as margens de lucro. Foi o terceiro trimestre consecutivos que os preços dos produtos manufaturados cresceram mais do que os custos. “Essa melhora na margem de lucro é fundamental para que as empresas industriais possam investir”, avalia a CNI.

Além disso, a queda no ritmo de crescimento dos custos melhorou a competitividade das empresas brasileiras. Os preços dos manufaturados importados, em reais, aumentaram 3,6% no segundo trimestre frente ao mesmo período de 2012. Essa alta foi superior aos 2% de elevação dos custos. Nos Estados Unidos, os produtos industrializados subiram 5,9%, também em reais. “Como a moeda brasileira se desvalorizou ainda mais no terceiro trimestre, esse efeito será intensificado. Ou seja, para o próximo trimestre, espera-se um ganho de competitividade ainda maior para a indústria brasileira”, estima a CNI.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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