Consultoria avalia que empresas europeias garantem equilíbrio ao consórcio que vai explorar o campo de Libra

Após a saída das grandes petroleiras norte-americanas da disputa pelo primeiro campo do Pré-Sal a ir a leilão, o mercado esperava propostas mais agressivas das estatais chinesas que se inscreveram na concorrência pela exploração do petróleo em Libra; a entrada de Shell e Total no consórcio vencedor do leilão, no entanto, é ponto de equilíbrio ao grupo que inclui ainda CNOOC, CNPC e Petrobras. A análise é do relatório Libra journey begins for the Petrobras/CNOOC/CNPC/Total/Shell consortium, produzido pela multinacional de consultoria e auditoria EY (antiga Ernst & Young), sobre o resultado do leilão do último 21/10.

“A princípio, o mercado considerou que as empresas chinesas entrariam com força no leilão, uma vez que a ação dessas empresas no passado recente se pautou pelo objetivo estratégico de acumular reservas”, avalia Carlos Assis, sócio-líder do Centro de Energia da EY. “Mas os riscos da operação e do contexto econômico do Brasil pesaram também para elas, e não apenas para as big majors (como são conhecidas as grandes petroleiras norte-americanas, que não participaram do leilão). Essas empresas devem apostar em oportunidades de retorno mais rápido”, completa.

O estudo ressalta que, embora Libra seja um campo volumoso e a projeção consensual seja de grande retorno dos investimentos nas próximas décadas, há riscos mais imediatos, anteriores à etapa em que o petróleo estará pronto para comercialização, que causam apreensão às empresas: o setor privado se mostra apreensivo, por exemplo, com a possibilidade de que a indústria nacional seja incapaz de atender aos prazos exigidos pela operação no Pré-Sal. A inflação em alta, a falta de mão de obra qualificada e a grande ingerência das duas estatais brasileiras ligadas ao Pré-Sal (Petrobras e PPSA) também integram a lista de riscos no radar do mercado.

Assis ressalta ainda que a forma como os riscos envolvidos na operação serão superados pelos consórcios e o modo como as empresas integrantes do consórcio se ajustarão sob o regime de partilha proposto pelo governo brasileiro serão decisivos para debater eventuais mudanças no modelo de exploração, que está sendo aplicado pela primeira vez. “Essa experiência vai definir se haverá mudanças no modelo de exploração do Pré-Sal, e de que forma as grandes petroleiras norte-americanas se posicionarão para os leilões dos próximos campos”, pondera Assis. “A perspectiva é positiva. O consórcio acumula importante experiência em prospecção em águas profundas e significativo poder de investimento, mas pode haver indicação do mercado de que mudanças pontuais, que aumentem a autonomia e a participação do setor privado na exploração do petróleo, sejam desejáveis para aumentar a atratividade do Pré-Sal”, completa.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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