Construção de imóveis sob medida para locação comercial deve crescer 10% este ano

built-to-suitA construção de imóveis comerciais e industriais sob medida destinados exclusivamente para locação, denominada no mercado de built to suit, deve fechar 2013 com crescimento de 10% em relação ao ano passado.  No Paraná, grandes indústrias são adeptas a essa modalidade imobiliária. De acordo com cálculos do Secovi, que é o sindicato que representa as empresas de compra, venda e locação de imóveis, 50% das grandes indústrias possuem contratos de locação de imóveis que foram construídos através desse sistema.

Na avaliação do diretor da Solidez Administração, que atua no segmento de construção sob medida há mais de 30 anos, Gilmar Fatuche, a nova Lei de Locação sancionada no final de 2012 pela presidente Dilma Rousseff, que regulamenta as atividades de built to suit.  trouxe mais segurança para os empresários que desejam alugar um imóvel comercial feito sob medida. Anteriormente, esses contratos de locação eram redigidos com base no Código Civil, o que dava margem a questionamentos na Justiça. Agora, a regulamentação da atividade assegura que nenhuma das partes poderá contestar o contrato judicialmente. A nova norma também dá o direito de revisão do aluguel a cada três anos. Além disso, o contrato pode ser renunciado através de acordo entre locador e locatário. Em caso de devolução, a multa também é diferenciada. Enquanto nas demais locações o valor é de três aluguéis, nesses casos a multa é proporcional ao período não cumprido do contrato.

Ainda segundo o diretor da Solidez , que tem mais de  200 imóveis locados, somente em Curitiba,   para indústrias, comércios e prestadores de serviços, os empresários estão cada vez mais cientes da construção sob medida, pois sabem que este tipo de contrato só traz benefícios de gestão e de finanças para o seu negócio. Além disso, os locadores podem destinar os recursos “economizados” em seu fluxo de caixa em atividades comerciais que possam lhe trazer lucros, ao invés de destiná-los a algo imobilizado que não vai gerar resultados. “Como o preço do aluguel é fixo por muitos anos, a empresa locatária tem um controle muito maior de seu fluxo de caixa. Além disso, ela não precisa de investimento financeiro para inaugurar uma nova unidade, e, consequentemente, não tem gastos com tributos. Ela se concentra no seu negócio e deixa as questões de construção e implantação de uma nova sede para a responsável pelo built to suit”, analisa Fatuche.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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