Com a falta de plástico para reaproveitamento indústria trabalha com 30% de sua capacidade
Mesmo com a coleta seletiva, as garrafas PET continuam sobrando nos lixões, mas estão em falta nas fábricas de plástico, que trabalham com 30% de sua capacidade ociosa. Alguns empresários brasileiros têm viajado para América do Sul, Estados Unidos e até mesmo para a Europa para comprar o material reciclado, que trazem para o Brasil para ser transformado em matéria-prima, especialmente para a indústria têxtil, pagando preços recordes .
Só para ser uma ideia do que vem acontecendo no setor de plástico, embora o Brasil seja um grande reaproveitador de garrafas PET, a cada mil embalagens usadas, quatrocentas ainda viram lixo, isso segundo os últimos números da Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet). Com isso, o quilo do produto no mercado vem atingindo preços altíssimos e ameaçam a sustentabilidade dos negócios, que giram por ano perto de R$ 1,7 bilhão. Nos últimos 12 meses, por exemplo, o quilo da embalagem prensada valorizou mais de 30%.
Informações do presidente da Associação Brasileira da Cadeia de Sustentabilidade Ambiental do PET (Abrepet), Edson Freitas, dão conta que enquanto o quilo da resina nova pode ser encontrado hoje por R$ 3,80 o preço do quilo do produto reciclado ultrapassa R$ 4. Uma das soluções apontadas pelo setor de plástico é ampliar a coleta seletiva, que infelizmente hoje representa em média, apenas 3% do total do lixo gerado no país.








