Para vencer concorrência internacional, indústria do vestuário do Paraná tem que investir em inovação

indústria do vestuário PRO Conselho Setorial da Indústria do Vestuário da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) encomendou um estudo de competitividade do setor no estado. A pesquisa realizada pelo Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi) levou 4 meses até ser concluída e trabalhou com uma amostragem de mais de 360 empresas – de micro, pequeno, médio e grande portes – de um universo de cerca de 2.500 indústrias.
A pesquisa mapeou 9 polos no estado – grande Curitiba, Maringá, Cianorte, Londrina, Francisco Beltrão / Ampére, Cascavel, Apucarana, Terra Roxa / Altônia e Siqueira Campos – e apontou a vocação  de cada uma dessas regiões.

De acordo com o estudo, os principais pontos fortes do Paraná são a alta produtividade do setor, a integração entre os industriais e a localização estratégica do estado. “O Sul e o Sudeste do país são as duas regiões com os maiores índices de consumo de vestuário. A facilidade de escoamento da produção e a proximidade destes centros são fundamentais para o desenvolvimento do setor e podem ser mais aproveitadas”, revelou o diretor do Iemi, Marcelo Villin Prado.

Prado também apontou possíveis caminhos para o fortalecimento da indústria do vestuário no estado. “O Paraná precisa criar clusters produtivos, com empresas do setor têxtil que possam atender a demandas de inovação e diversificação. É preciso atrair parceiros fortes deste setor, para que haja desenvolvimento e diferencial competitivo em relação à produção importada, de baixo custo, porém de pouco valor agregado”, alertou.

O coordenador do conselho do Vestuário, Marcelo Surek, vai utilizar o mapeamento para traçar um plano estratégico para o setor. “Sempre questionamos o que poderia ser feito para nos prepararmos para a concorrência internacional, que vem com muita força – principalmente pelos baixos preços. Com essas informações técnicas temos um norte que nos orientará pelos próximos anos”, avaliou Surek.

Para a empresária Luciana Bechara, da Be Little Confecção Infantil, o posicionamento do Paraná em relação ao Brasil e ao mercado internacional revelado pela pesquisa mostrou com exatidão o que precisa ser feito, aproveitando os pontos fortes e trabalhando para compensar as deficiências do setor no estado. “Este é um momento que exige uma ruptura. Não temos escolha. Precisamos pensar neste setor de uma forma diferente, com investimento em inovação, design e moda, para conseguirmos competir com o preço baixo”, avaliou. O Conselho Setorial da Indústria do Vestuário deverá se reunir nos dias 24 e 25 de janeiro de 2014 para traçar um plano estratégico de ação para os próximos meses.

O Paraná é o quinto maior produtor do setor do vestuário do Brasil, em volume. Neste segmento, destacam-se também São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio de Janeiro. Entre 2008 e 2012, houve um aumento de 17,3% no número de empresas de vestuário em atividade (com no mínimo 5 empregados). No estado, 90% das empresas do setor são pequenas ou micro. A produção em 2012 chegou a 541,6 milhões de peças, 8,8% da produção nacional. A linha casual é responsável por 22,5% da produção paranaense, seguida por jeanswear (19%) e promocional (15,4%). Cerca de 80% das peças são confeccionadas pelas próprias empresas, com apenas 20% de terceirização.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *